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Expresso

Internacional

Tribunal egípcio condena 71 pessoas a perpétua por queimarem igreja cristã

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Dois menores de idade foram por sua vez sentenciados a 10 anos de prisão.

Um tribunal egípcio condenou esta quarta-feira 71 pessoas a prisão perpétua por terem queimado uma igreja cristã em Karf Hakim, na província de Giza, em agosto de 2013.

Além destas condenações, dois menores de idade foram sentenciados a 10 anos de prisão e confinados a pagar uma multa de 1300 dólares (1190 euros), avança a CNN. 

A igreja, que se chamava Virgem Maria, foi destruída quando uma multidão a atacou com tochas, enquanto cantavam músicas contra o Cristianismo e gritavam que o Egito se deveria tornar num "Estado Islâmico". Esta igreja foi uma das 42 que foram atacadas em agosto de 2013, reporta a CNN. Outros indivíduos destruíram a igreja de St. George, em Sohag (cidade a sul do Cairo), e a igreja Prince Tadros, em Fayoum, a sudoeste de Cairo.

Alguns cidadãos egípcios dizem que estes ataques às igrejas foram levados a cabo por simpatizantes do grupo islâmico "Irmandade Muçulmana", que apoiou Morsi, o primeiro Presidente do Egito a ser eleito democraticamente, em 2012, e que foi condenado no mês passado a 20 anos na prisão por ter cometido crimes relacionados com violência à porta do palácio presidencial.