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Internacional

Três meses depois do sequestro, café australiano reabre portas

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A reabertura do café de Sydney que foi alvo de um sequestro trágico atraiu dezenas de pessoas

Captura de ecrã

"Vocês podem ocasionalmente assustar-nos, mas nunca vão conseguir mudar o nosso modo de vida", afirmou esta sexta-feira o primeiro-ministro australiano, durante a reabertura do café de Sydney, onde a 15 de dezembro 18 pessoas foram mantidas como reféns por um simpatizante do Estado islâmico que fez duas vítimas antes de ser abatido. 

Cerca de três meses após ter sido palco do sequestro levado a cabo por um simpatizante do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), que matou o gerente do estabelecimento e uma cliente antes de ser abatido, o café de Sydney foi reaberto esta sexta-feira numa cerimónia que contou com a presença do primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, e o primeiro-ministro do Estado de Nova Gales do Sul, Mike Baird. 

"Vocês podem ocasionalmente assustar-nos, mas nunca vão conseguir mudar o nosso modo de vida", afirmou Tony Abbott, referindo-se ao Daesh, perante uma plateia de funcionários e dezenas de clientes que afluíram à reabertura do café da cadeia Lindt. 

"Atos que procuraram gerar ódio e divisões acabaram por gerar paz e unidade. A cidade foi testada, desafiada, mas o dia de hoje é uma forte mensagem de que nós demos um passo em frente", frisou por seu turno Mike Baird, após ter bebido um café e abraçado um dos reféns sobreviventes. 

Reabertura "era a melhor coisa a fazer" O diretor executivo da cadeia Lindt Australia, Steve Loane, declarara no início da semana que a decisão de reabrir o café foi tomada após ter discutido o assunto com os seus funcionários, tendo todos chegado à conclusão de que "era a melhor coisa para fazer". 

"Para sempre nos nossos corações", é a frase que surge na placa de homenagem ao gerente falecido, Tori Johnson, no interior do estabelecimento, a par de uma placa idêntica dedicada à outra vítima mortal, uma advogada de 38 anos

"Para sempre nos nossos corações", é a frase que surge na placa de homenagem ao gerente falecido, Tori Johnson, no interior do estabelecimento, a par de uma placa idêntica dedicada à outra vítima mortal, uma advogada de 38 anos

Captura de ecrã

"Foi um período extremamente difícil para as muitas pessoas que sofreram o impacto dos eventos trágicos", reconhece. 

Na memória de todos estão ainda as imagens da bandeira em sinal de apoio ao Estado Islâmico exibida na janela do estabelecimento, enquanto Haron Monis, um perturbado iraniano que se autodenominava de um clérigo muçulmano, manteve 17 pessoas reféns durante 16 horas. 

"Para sempre nos nossos corações", é a frase que surge na placa de homenagem ao gerente falecido, Tori Johnson, de 34 anos, que passa a estar no interior do estabelecimento, a par de uma placa idêntica dedicada à outra vítima mortal, a cliente Katrina Dawson, uma advogada de 38 anos.