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Tony Blair. Referendo à UE lançará economia britânica no caos

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Tony Blair: "Até à realização do referendo a incerteza tomará conta dos negócios"

Getty

Ex-primeiro-ministro trabalhista entrou esta terça-feira na campanha para as eleições gerais de 7 maio, alertando para o caos que o debate sobre uma eventual saída do Reino Unido da União Europeia lançará sobre a economia do seu país. 

A economia britânica será a principal vítima de um eventual referendo à presença do Reino Unido na União Europeia, prometido pelo atual primeiro-ministro conservador, David Cameron, caso seja reeleito a 7 de maio. O alerta foi lançado esta terça-feira pelo ex-primeiro-ministro trabalhista, Tony Blair, que interrompeu um prolongado afastamento da política ativa para e entrou na campanha eleitoral.

"Pensem no caos resultante da possibilidade, nunca ponderada, da saída dos britânicos da Europa" questionou Tony Blair, 61 anos, que liderou o governo de sua majestade entre 1997 e 2007. Para o antigo líder dos Trabalhistas, ao prometer a renegociação da presença britânica na UE antes da realização de um referendo até final de 2017, Cameron não terá ponderado devidamente os efeitos de curto prazo na economia do país.

"Empregos que estão garantidos deixarão de estar de um momento para o outro; decisões de investimento serão adiadas ou canceladas; A imprevisibilidade tomará conta da economia britânica", afirmou ainda Tony Blair, garantindo mesmo que se vem a caminho umas das fases mais críticas da vida do Reino Unido desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

"Até à realização do referendo a incerteza tomará conta dos negócios, mas se as intenções de voto apontarem para a saída [da União Europeia], então atravessaremos a maior fase de tensão no mundo dos negócios, reconsiderações e instabilidade desde a guerra", insistiu o antigo chefe do Governo.

Para Blair, Cameron não pretende, na verdade, que o Reino Unido deixe a União Europeia, e apenas prometeu o referendo para agradar aos conservadores eurocéticos e para conquistar os votos dos eleitores do UKIP, partido pela independência do Reino Unido, que defende a saída da UE.

"Este assunto, pela importância que tem para o futuro do país, é demasiado relevante para ser tratado desta forma", disse ainda Blair que apelou ao atual líder dos trabalhistas, Ed Miliband, para que resista a prometer a realização de um refendo.