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Internacional

Toneladas de dentes de elefantes queimadas no Quénia

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Um guarda-florestal do Serviço de Vida Selvagem do Quénia atira uma presa de elefante para a pilha de 15 toneladas de marfim acesa pelo presidente queniano Uhuru Kenyatta. A queima teve lugar durante as celebrações do Dia Mundial da Vida Selvagem, no Parque Nacional de Nairobi.

DANIEL IRUNGU / EPA

Quinze toneladas de presas de elefantes apreendidas a caçadores foram queimadas no Quénia, numa cerimónia que contou com a participação do Presidente. A medida visou desencorajar a caça ilegal e o comércio de marfim.

O Quénia escolheu o Dia Mundial da Vida Selvagem, assinalado na terça-feira, para queimar 15 toneladas de presas de elefantes, numa cerimónia realizada no Parque Nacional de Nairobi.

A medida seguiu-se à denúncia por parte do grupo de conservação da natureza "Save The Elephants" de que 100.000 elefantes foram mortos em África entre 2010 e 2012. e visa desencorajar o tráfico de marfim e a caça furtiva.

A cerimónia contou com a participação do Presidente do Quénia. Uhuru Kenyatta afirmou: "Muitas destas presas pertencem a elefantes que foram irresponsavelmente abatidos por criminosos. Queremos que futuras gerações de quenianos, africanos e do mundo inteiro testemunhem a nobreza e beleza destes animais magníficos. Os caçadores e os impulsionadores da caça não terão a última palavra".

De seguida, o próprio chefe de Estado queniano ateou fogo à pilha de dentes de elefante.

Acrescentou ainda que os países africanos estão preocupados com a escala e o ritmo crescente das ameaças às espécies selvagens em vias de extinção.

25 anos depois do comércio de marfim ter sido proibido, a sua procura aumentou no mercado. Segundo o Serviço de Vida Selvagem do Quénia (KWS), nos anos 2011, 2012 e 2013, registaram-se os níveis mais altos de caça furtiva desde os anos 80.

Um porta-voz do KWS concluiu: "Gostaríamos de dizer ao mundo para parar com o comércio de marfim porque está a destruir a nossa economia, a nossa herança, o nosso ambiente".