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Todos os dias são mortas 2000 mulheres na Índia

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Muitas meninas são mortas assim que nascem

Danish Siddiqui/REUTERS

Muitas delas nem chegam ao final do primeiro dia de vida. Algumas são mortas mal nascem asfixiadas, por exemplo, com uma almofada. Este é um alerta da ministra para o Desenvolvimento Feminino e Infantil da Índia.

Maneka Gandhi, ministra indiana para o Desenvolvimento Feminino e Infantil, disse que mais de 2000 mulheres são mortas no país diariamente apenas por serem do sexo feminino.

Em entrevista ao canal de televisão NDTC, na segunda-feira, Maneka Gandhi disse que muitos pais decidem matar o bebé ao saberem que é uma menina. "Duas mil raparigas são mortas, todos os dias, quando ainda estão dentro do útero. Outras nascem e têm à espera almofadas que são pressionadas contra o seu rosto, para as asfixiar", disse a ministra, citada pelo jornal "The Straits Times".

Os abortos com base no género do feto são uma prática muito comum na Índia, apesar de a lei proibir testes que determinem o sexo antes do nascimento. Esta situação tem causado o declínio dos nascimentos de meninas comparativamente ao número de rapazes.

Em 2011, os resultados dos censos na Índia mostraram que a diferença na natalidade feminina e masculina melhorou de forma global, comparativamente há 10 anos. No entanto, continuam a nascer menos raparigas do que rapazes e o número de meninas com menos de 6 anos continua em queda desde há 50 anos.