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Tia de Kim Jong-un morreu enquanto falava com ele ao telefone

Kim Kyung Hee desapareceu há cerca de um ano

Reuters

Kim Kyung Hee não terá resistido a um ataque cardíaco, enquanto falava ao telefone com o sobrinho e líder norte-coreano sobre a execução do marido.

A Coreia do Norte não para de surpreender a comunidade internacional com sucessivos escândalos que envolvem a ditadura comunista. Afinal, Kim Kyung Hee, irmã do antigo-líder da Coreia do Norte, Kim Jong Il, não se terá suicidado mas sido vítima de um enfarte, enquanto falava ao telefone com o sobrinho e atual líder do país, Kim Jong Un, sobre a execução do marido, revela um dissidente citado pela CNN.

Kang Myung-do, genro de um ex-primeiro ministro norte-coreano, afirmou à estação norte-americana que a morte de Kim Kyng Hee não foi anunciada pelo governo da Coreia do Norte para não ser associada à execução de Jang Sang-thaek, o tio de Kim Jong Un. Aliás, nunca ninguém explicou o seu desaparecimento.

Na altura apontado como segunda figura mais poderosa da Coreia do Norte, Jang Sang-thaek foi executado sob acusações de "crime contra o Estado", por alegadamente querer derrubar o regime, em dezembro de 2013. "No fervilhante período de esforço para a construção de um país próspero no ano passado, tomamos a decisão de remover militantes", declarou o líder norte-coreano num discurso de Ano Novo, após a execução. 

 

Depressão, diabetes e alcoolismo

Pouco tempo depois, a mulher de Jang, Kim Kyung Hee, fez o telefonema fatal. Hospitalizada após o enfarte sofrido ao telefone, acabou por não resistir, faltando a eventos públicos importantes como as cerimónias em honra do irmão Kim Jong Il e perdendo o seu lugar na Assembleia Suprema do Povo - o parlamento norte-coreano - nas eleições que o regime ditatorial organizou em março. 

"Há vários rumores nos media sobre a morte e a hospitalização de Kim Kyung Hee, mas é impossível ter a certeza o que lhe aconteceu", disse ao jornal britânico The Daily Telegraph Daniel Pinkston, analista do organização Grupo de Crise Internacional, em Seul.

Com uma saúde frágil, Kim Kyung Hee tinha sido diagnosticada com um cancro, sofrendo também de diabetes e problemas de depressão e alcoolismo, depois de a filha se ter suicidado há oito anos, em Paris, por não ser autorizada a casar com um cidadão estrangeiro.