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Terrorismo. Cuba fora da lista negra dos EUA

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Encontro histórico entre Obama e Castro na Cimeira das Américas

Getty

Barack Obama não quer ver o país dos irmãos Castro ao lado do Irão, do Sudão e da Síria. 

A Casa Branca quer retirar Cuba da lista dos países que apoiam o terrorismo, eliminando, desta forma, um dos maiores obstáculos ao restabelecimento de relações diplomáticas com os Estados Unidos.

Desde 1982 que o país do Presidente Raúl Castro constava da lista do Departamento de Estado norte-americano, ao lado do Irão, do Sudão e da Síria, por acolher militantes separatistas bascos da ETA e guerrilheiros colombianos das FARC.

Esta terça-feira, fonte da residência oficial do Presidente Barack Obama disse que o Presidente dos EUA aprovou a recomendação do secretário de Estado, John Kerry, para retirar Cuba da lista de países terroristas depois das autoridades de Havana terem dado garantias de que não apoiariam o terrorismo no futuro.

O Departamento de Estado também chegou à conclusão de que Cuba não esteve envolvido em atentados terroristas nos últimos seis meses - critério suficiente para colocar um país na lista negra - pelo que deverá deixar de ser considerado como um país que fomenta este tipo de atividades.

Os congressistas têm agora 45 dias para tomar uma decisão, que pode ser inclusive a de oposição à decisão presidencial. Os republicanos, que dominam as duas câmaras do Congresso, já exprimiram a sua oposição ao desanuviamento com o regime nominalmente comunista da ilha. Mas se a notificação presidencial for aprovada, Cuba voltará a ter acesso ao sistema bancário dos EUA, autorizar a abertura de uma embaixada e facilitar a intensificação do comércio entre os dois países.

Obama e Castro reuniram-se este sábado à margem da VII Cimeira das Américas, que decorreu na Cidade do Panamá, naquele que ficará para a história como o primeiro encontro entre os Presidentes dos Estados Unidos e de Cuba desde 1958.

Em conferência de imprensa no final do histórico encontro, o presidente norte-americano congratulou-se com o diálogo "franco e frutuoso" com o seu homólogo cubano mas disse que ainda não podia subscrever a recomendação do Departamento de Estado para retirar Cuba da lista de países apoiantes do terrorismo, anunciada esta terça-feira.