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Internacional

Tempestade Hagupit causa mais de duas dezenas de mortos

Cheryl Galac/Reuters

A tempestade tropical que atinge as Filipinas está a perder força à medida que se aproxima da capital. Ventos desceram esta segunda-feira de uma média de 160 para os 105 quilómetros por hora, longe do máximo de 250 km/h registados no sábado.

A tempestade tropical Hagupit já causou pelo menos 21 mortos nas Filipinas e forçou mais de um milhão de pessoas a deslocarem-se das suas casas, de acordo com o último balanço divulgado esta segunda-feira pela Cruz Vermelha.

"Podemos confirmar que 21 pessoas morreram em Samar Oriental, 18 delas em Borongan, a maioria vítimas de afogamento nas enchentes", afirmou Gwendolyn Pang, secretária-geral da Cruz Vermelha nas Filipinas, citada pela Reuters.

As autoridades do país garantem, no entanto, que o fenómeno está a registar uma intensidade abaixo do esperado, depois de já ter sido classificado como tufão, tendo sido, entretanto, reduzido para a categoria 2, sendo considerado uma tempestade troical. Segundo o serviço metereológico local,  os ventos da tempestade reduziram esta segunda-feira de uma média de 160 para os 105 quilómetros por hora, longe do máximo de 250 km/h registados no sábado.

"Vamos cruzar os nossos dedos e acreditar que continuará assim, até porque estamos próximo do Natal", acrescentou a representante da Cruz Vermelha à AP.

"Em Tacloban, por exemplo, o sol brilha esta manhã e as pessoas começam a regressar para as suas casas", disse, por seu turno, Orla Fragan, uma responsável das Nações Unidas. 

Já o autarca da cidade de Dolores lamentou a destruição causada pela tempestade, que garante ter causado danos a cerca de 80% das casas na região, na sequência da queda de árvores e de postes de eletricidade.

 

Autoridades aprenderam lição com tufão Haiyan

As autoridades das Filipinas garantem que estavam melhor preparadas para enfrentar este fenómeno, a começar pela evacuação das casas, depois da lição aprendida em novembro do ano passado com o tufão Haiyan, que provocou mais de 7 mil mortos ou desaparecidos. O governo filipino colocou desta vez em alerta um contigente militar de 120 mil elementos para responder à catástrofe.

"Verificamos que a preparação e o nosso alerta evitou uma maior tragédia. É triste ouvir notícias sobre mortes, mas na verdade o número é relativamente baixo e está abaixo do esperado", sinalizou o ministro do Interior, Manuel Roxas, citado pelo jornal "Manila Bulletin".

Dados de ONGs apontam para  a existência de 192 951 famílias e 902 321 pessoas que foram afetadas pelo tufão que estão a ser ajudadas por centros de apoio às vítimas da catástrofe.

O Presidente das Filipinas, Benigno Aquino III, ordenou às autoridades que assegurassem os mantimentos a todas as vítimas da calamidade, estando a considerar a importação de mais de 600 mil toneladas de arroz para compensar os prejuízos na cultura agrícola.

"O governo vai continuar alerta e estará continuamente a acompanhar a situação e a garantir os mantimentos às vítimas da catástrofe", declarou.

Entretanto, as escolas e outros edifícios públicos mantêm-se encerrados nas Filipinas, assim como cinco aeroportos, tendo sido cancelados mais de 183 voos. Além disso, pelo menos 16 províncias registam falhas de energia.