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Superbactéria em águas olímpicas

O Brasil recebe pela primeira vez os Jogos Olímpicos em 2016. As mascotes já estão escolhidas, mas a votação dos seus nomes ainda decorre

Alex Ferro/Reuters

Uma bactéria resistente ao tratamento de antibióticos foi encontrada nas águas do Rio de Janeiro, onde vão decorrer provas dos Jogos Olímpicos de 2016.

O micro-organismo foi detetado no Rio Carioca, o principal do Rio de Janeiro, e os investigadores afirmam que se trata de uma bactéria superresistente, uma vez que nenhum antibiótico é eficaz no seu tratamento.

Segundo a BBC, a bactéria encontra-se normalmente em lixo hospitalar e dá origem a uma enzima, a KPC (klebsiella pneumoniae carbapenemase) que é resistente à ação dos antibióticos.

Os cientistas do Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, alertam para a possibilidade de a bactéria causar infeções urinárias, gastrointestinais e pulmonares. As infeções podem levar a internamento, sendo necessário o uso de medicamentos muito tóxicos para o organismo humano e que, por isso, raramente são utilizados.

A bactéria foi encontrada em três pontos do rio, um dos quais a praia do Flamengo, frequentada regularmente por banhistas e pescadores. Até agora não houve registo de qualquer contágio, mas os residentes foram aconselhados a ter "cuidado redobrado".

Setenta por cento das águas residuais do Rio de Janeiro são escoadas na Baía de Guanabara, o que, segundo a BBC pode explicar a contaminação. 

 

Poluição preocupa atletas

Com os Jogos Olímpicos marcados para agosto de 2016, os atletas já se mostraram preocupados com as condições das águas do Rio de Janeiro, onde estão previstas decorrer as provas de vela e de windsurf. Segundo a imprensa brasileira, as autoridades dizem que compreendem a apreensão dos atletas, mas afirmam que a poluição da água não vai representar um elevado risco para a saúde durante a competição.

A descoberta da bactéria gera uma nova polémica em torno das Olimpíadas do Brasil. Na candidatura à organização dos Jogos, o Rio de Janeiro comprometeu-se a reduzir a poluição da Baía de Guanabara em 80%, mas as autoridades brasileiras já reconheceram que o objetivo não vai ser alcançado.