Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Suíço recrutado pelo Estado Islâmico recebe pena de trabalho comunitário

No ano passado havia rumado à Síria para combater nas fileiras do exército radical do Estado Islâmico

STRINGER/REUTERS

Foi recrutado para um dos campos de treino dos jihadistas, na Síria, onde permaneceu durante duas semanas, até decidir voltar ao país. Juíz que atribuiu a pena garante que esta "se adequa a este caso em particular", e que "no futuro casos semelhantes podem resultar em penas diferentes". 

Um suíço de 30 anos que foi recrutado pela Internet para um campo de treino de jihadistas, na Síria - onde permaneceu durante duas semanas, até decidir voltar ao seu país -, foi condenado a 600 horas de trabalho comunitário.

A decisão foi tomada pelo procurador-geral suíço, Michael Lauber, que anunciou à estação televisiva Radio Télevision Suisse (RTS) que a pena será aplicada ainda esta semana. É a primeira condenação no país para um combatente do Estado Islâmico (EI).

Questionado a respeito da atribuição de uma pena aparentemente leve, Lauber disse à RTS que esta se adequa a este caso em particular, salientando que "no futuro casos semelhantes podem resultar em penas diferentes, dependendo dos pormenores de cada caso".

O homem, cujo nome não foi revelado, vivia no cantão suíço de Vaud, na zona oeste do país, de onde partiu no ano passado rumo à Síria, com o objetivo de combater nas fileiras do exército radical. Ao fim de duas semanas, decidiu que queria voltar para o seu país, por razões desconhecidas. Pediu permissão para o fazer, mas esta foi-lhe negada, tendo resultado em 54 dias de prisão.

Seduzido pelos vídeos 

À RTS o suíço contou que teve o primeiro contacto com o EI através da Internet. "O islamismo era novo para mim. Os vídeos que vi e as discussões online a que assisti fizeram-me sentir que tinha de ir para lá".

A pena de trabalho comunitário que lhe foi atribuída teve por base uma lei suíça que proíbe a participação em organizações criminosas e uma lei militar que proíbe o alistamento em exércitos estrangeiros. As autoridades declararam que o homem, que garante ter cortado todos os laços que mantinha com o grupo de jihadistas, tem estado a cooperar.

Milhares de voluntários ocidentais têm-se unido ao Estado Islâmico na luta pelo alargamento do califado que abrange a Síria e o Iraque, aumentando a preocupação dos seus governos, que receiam eventuais ataques assim que os voluntários regressam aos países de origem.