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Sondagens preveem empate nas legislativas em Israel

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Cartaz do primeiro-ministro de Israel e líder do partido conservador Likud, Benjamin Netanyahu. As Eleições Legislativas acontecem no próximo dia 17.

EPA/ABIR SULTAN

Antecipadas pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, as eleições legislativas do próximo dia 17 vão ser marcadas pela fragmentação do voto e pelo crescimento de pequenos partidos, indicam as sondagens.  

As sondagens sobre as eleições legislativas em Israel, agendadas para o próximo dia 17, indicam que o partido conservador Likud, do primeiro-ministro Benjamín Netanyahu, e a União Sionista, coligação de oposição centro-esquerda, representada por Isaac Herzog e pela ex-ministra da Justiça Tzipi Livni, lideram as disputas eleitorais e estão empatados em intenções de voto.

As eleições vão ser marcadas pela fragmentação do voto e pelo crescimento dos pequenos partidos, indicam as sondagens. Segundo o analista eleitoral Gideon Raat, da Faculdade de Ciências Políticas da Universidade Hebraica de Jerusalém, "não está claro que se irá respeitar a tradição de que o partido mais votado assuma o Governo". Segundo Raat, o partido que irá governar será o que conseguir somar mais apoios.

Este jogo de alianças, num primeiro momento, favoreceria Netanyahu, graças aos votos dos partidos de seus ministros da Economia, Neftalí Bennett (Casa Judaica), e dos Exteriores, Avigdor Lieberman (Yisrael Beitenu). Até o momento, a União Sionista apenas garantiu o apoio de um pequeno movimento de esquerda, o Meretz.

Interessam mais as figuras do que os partidos 

Os demais partidos também têm chances. Raat aponta o modelo personalista destas eleições, em que interessam mais as figuras políticas do que os partidos. O novo partido populista Kulanu é um dos exemplos. O seu líder, o ex-ministro Moshe Kahlon, tornou-se muito popular ao baixar as tarifas dos telemóveis, depois de acabar com o controlo das grandes companhias sobre o mercado. Também é de destacar nestas eleições a presença de partidos religiosos judeus que tentam, para defender seus interesses, entrar nas coligações.

Ao contrário do que se esperava, o discurso de Netanyahu no Congresso dos Estados Unidos, contra um acordo nuclear EUA-Irão, parece não ter influenciado as sondagens. O motivo, segundo o diplomata israelita Yigal Palmor, é que a primeira preocupação nestas eleições é a questão social, e esta será determinante para os resultados.

Em sentido oposto à desagregação do sistema partidário, três partidos árabes e um árabe-israelita uniram forças na chamada Lista Conjunta, que poderá determinar o resultado das eleições, evitando o terceiro mandato consecutivo de Netanyahu ou permitindo a candidatura de um partido de centro-esquerda.