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Sondagem dá derrota a Netanyahu nas legislativas em Israel

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FOTO Ilia Yefimovich/Getty Images

Será difícil qualquer dos partidos conseguir maioria absoluta, pelo que as eleições de terça-feira, dia 17, deverão dar azo a um longo período de negociações com vista a um Governo de coligação.

No último dia da campanha eleitoral para as legislativas de terça-feira, 17 de março, os candidatos israelitas lançaram os últimos apelos ao voto, numa altura em que a mais recente sondagem dá vantagem à União Sionista (centro-esquerda). Cerca de 5,8 milhões de israelitas são chamados a decidir se querem reeleger o conservador Benjamin Netanyahu como primeiro-ministro.

Segundo a sondagem publicada pelo jornal "Haaretz" na quinta-feira (último dia em que a lei permite divulgar estudos de opinião), o partido Likud (direita), do atual primeiro-ministro, deverá conseguir 22 lugares no parlamento, enquanto a União Sionista (aliança entre o Partido Trabalhista de Isaac Herzog e o Hatnuah de Tzipi Livni) conquistam 24 lugares.

"É uma diferença fatídica. Temos de fechar esta diferença. Não brinquemos com o nosso futuro nem com o futuro dos nossos filhos", declarou Netanyahu, no encerramento da campanha eleitoral, domingo, alertando para o risco da viragem do país à esquerda.

O governante israelita deixou ainda um desafio aos EUA: que Washington assuma uma posição clara quanto a um possível acordo sobre o programa nuclear do Irão.   

Já o seu principal opositor, Isaac Herzog, garantiu que a "era de Benjamin Netanyahu chegou ao fim", prometendo restabelecer os laços com os palestinianos e melhorar a qualidade de vida da classe média.



Maioria absoluta é miragem

Também Yair Lapid, ex-jornalista e líder do partido centrista Yesh Atid (Existe um Futuro), que nasceu após os protestos em Israel em 2011, se diz confiante quanto à derrota do atual primeiro-ministro. "A maioria dos israelitas quer uma mudança. A era de Netanyahu está a chegar ao fim, não porque os assuntos de segurança não interessem mas porque os assuntos económicos e sociais estão a dominar a agenda", afirmou Isaac Herzog. 

"Netanyahu perdeu o seu momento, mas nem o podemos culpar, porque não é fácil alguém perceber quando passa o seu momento", acrescentou. Lapid chegou a ser ministro das Finanças de Netanyahu, num Governo de coligação em que também entrava Livni, na pasta da Justiça.

No passado dia 3 de dezembro, o primeiro-ministro demitiu ambos, por divergências políticas. Consequentemente, o Knesset (Parlamento de Israel) aprovou a dissolução do Executivo e as eleições foram antecipadas mais de dois anos.

Como será difícil qualquer um dos partidos conseguir maioria é de esperar que as eleições sejam seguidas de um longo período de negociações com vista a um acordo que garanta um governo de coligação. 

Outros partidos na disputa são os nacionalistas Yisrael Beitenu e Casa Judaica, além de formações ultraortodoxas e dos partidos árabes, que pela primeira vez concorrem coligados.