Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Sobreviventes do naufrágio foram alojados em centro de acolhimento

  • 333

Os sobreviventes chegaram ao porto de Catania na noite de segunda-feira

ALESSANDRO BIANCHI/REUTERS

Centro de Mineo alberga mais de 3200 pessoas, na maioria migrantes da África subsariana que aguardam pela concessão de asilo.

Estão já num centro de acolhimento, na cidade de Mineo, os sobreviventes do naufrágio de domingo no Mediterrâneo. Das 28 pessoas resgatadas, 27 chegaram na segunda-feira ao porto siciliano de Catânia, tendo a polícia feito duas detenções - o comandante da embarcação e um elemento da tripulação.

Antiga zona residencial para elementos da Marinha norte-americana, o centro é o maior da região da Sicília, albergando atualmente mais de 3200 migrantes e candidatos a asilo poítico.

"Estas pessoas não têm meios e precisam de ficar até que os pedidos de asilo sejam concedidos. O processo demora em média 12 ou 13 meses", adiantou aos jornalistas Sebastiano Maccarrone, diretor das instalações de Mondeo.

Segundo a equipa médica que prestou apoio ao grupo recém-chegado, na maioria dos casos os náufragos são oriundos da África subsariana. Embora não tendo problemas de saúde, estão psicologicamente afetados pelas experiências traumatizantes que viveram.



França não muda política

Entretanto, a França quer que a União Europeia tome medidas de urgência para socorrer os imigrantes indocumentados que atravessam o Mediterrâneo, mas recusa a intenção de modificar a sua política de não aceitar imigrantes económicos.



"A posição da França é a de não é aceitar a imigração económica" e "não vamos mudar", sublinhou esta quarta-feira o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Jean-Marie Le Guen, em entrevista transmitida pela rádio RMC e pelo canal BFM TV.



Le Guen insistiu que "não é possível receber imigração económica", porque "não é nem a política da França nem a de outros países europeus". "Há certos imigrantes que podemos acolher", desde que cumpram as condições para obter o direito de asilo, área que está a ser reformada no sentido de se agilizarem prazos, acrescentou Le Guen.



Um dia antes da cimeira extraordinária de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, convocada para Bruxelas na sequência do naufrágio que provocou a morte de cerca de 800 pessoas ao largo de Lampedusa, o secretário de Estado francês considera urgente "socorrer os imigrantes" e "lutar contra os traficantes".



Também o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, apelou a uma ação concertada da União Europeia para combater as redes de tráfico humano nos países africanos. mostrando-se otimista em relação ao encontro de Bruxelas.