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Internacional

Sobe para dez o número de mortos em ferry italiano. Há mais de 30 desaparecidos

EPA

Embarcação incendiou-se no domingo e as operações de salvamento prolongaram-se até ao início da tarde desta segunda-feira. Não são conhecidas as causas do acidente.

O número de pessoas que foram resgatadas com vida e de corpos encontrados no não coincidem com os 478 nomes que estavam na lista de embarque do Norman Atlantic. O ferry saiu do porto grego de Patras na madrugada de domingo, em direção a Itália.

O almirante da Guarda Costeira italiana Giovanni Pettorino, citado pela "RaiNews", explicou que há nomes entre "os resgatados que não constavam dos 478 da lista de embarque". As autoridades italianas pediram às congéneres gregas para verificarem novamente a lista de embarque. 

As autoridades estão a fazer uma verificação contínua da "lista de passageiros", diz o ministro dos Transportes de Itália, Maurizio Lupi, citado pelo site da "RaiNews". Lupi confirmou o resgate de "427 pessoas, onde se incluem 56 membros da tripulação" e 44 passageiros italianos. 

Se efetivamente estivessem 478 pessoas a bordo do Norman Atlantic quando o ferry de bandeira italiana, mas operado por uma companhia grega, zarpou de Patras na madrugada de domingo, havia 41 pessoas que ninguém sabia onde estavam pelas 20h00 desta segunda-feira. 

Várias razões poderão explicar esta disparidade nos números. Para já sabe-se que houve pelo menos um homem que faleceu depois de ter caído nas águas geladas do Adriático. É eventualmente possível que mais alguém tenha caído sem que ninguém tivesse visto.

A "RaiNews" cita um outro almirante que lembra que o ferry tinha sido "inspecionado no dia 19 de dezembro em Patras: foram encontradas seis deficiências, duas delas foram resolvidas de imediato". E foram dados 14 dias para resolver as restantes quatro anomalias, o que faz com que o ferry estivesse aparentemente a cumprir todos os requisitos de segurança.



O comandante do Norman Atlantic, Argilio Giacomazzi, foi o último a abandonar o navio, pelas 14h50 locais [13h50 de Portugal]

O procurador italiano de Bari, Giuseppe Volpe, anunciou  a abertura de uma investigação criminal sobre o acidente, para apurar o que originou o fogo e  se houve negligência da tripulação.