Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Shinzo Abe e abstenção batem recordes no Japão

Shinzo Abe permanece como chefe do Executivo japonês

Issei Kato / Reuters

O primeiro-ministro japonês venceu as eleições deste domingo passando a ser um dos líderes japoneses há mais tempo no poder. Mesmo assim, a abstenção foi a mais alta de sempre.

Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão, foi reeleito nas eleições antecipadas deste domingo e assegura a continuidade do mandato até 2016. Dos sete primeiros-ministros nipónicos eleitos nos últimos oito anos, Abe é o primeiro a alcançar os dois anos de mandato. 

O Partido Liberal Democrata, liderado por Shinzo Abe, e o parceiro de coligação Komeito elegeram 326 deputados, mantendo assim a maioria de dois terços na câmara baixa do Parlamento japonês.  

Shinzo Abe foi reeleito num escrutínio em que a abstenção bateu recordes: 53,3% dos eleitores ficaram em casa. A estratégia falhada de combate à recessão, o descrédito na oposição e a forte queda de neve em alguns pontos do país contribuíram para que a participação nas eleições fosse a mais baixa de sempre. 

"Abenomics" vão continuar

"Ouvimos as pessoas dizer 'Vão em frente com as Abenomics'", afirmou Shinzo Abe em conferência de imprensa depois de serem conhecidos os resultados das eleições, citou a Agência Reuters. Com a clara vitória sobre a oposição (o Partido Democático do Japão ocupa apenas 73 lugares no Parlamento), Abe conseguiu o apoio para as medidas económicas que quer pôr em vigor.

Abe viu-se forçado a adiar um novo aumento do IVA, depois de a última subida ter agravado a recessão económica do país. O chefe do Governo justifica a intenção de fazer novo aumento com a necessidade de redução da dívida pública (a maior de sempre no Japão), mas adiou a medida para 2017.  

Foi neste contexto que o líder japonês decidiu antecipar as eleições legislativas, deixando para depois da reeleição medidas polémicas como a reactivação dos reactores nucleares e o fortalecimento militar. Estes são assuntos a que a maioria dos japoneses se opõe. Segundo a Reuters, Shinzo Abe promete ainda ir "esforçar-se" para obter o apoio do povo japonês no seu desejo de rever a Constituição.