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Sete detidos por envolvimento no massacre de Srebrenica

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Memorial aos mais de 8000 mortos no massacre de Srebrenica, em Potocari

Dado Ruvic/Reuters

Um dos homens presos pela polícia sérvia é um ex-comandante conhecido por "Nedjo, o carniceiro". 

A Sérvia prendeu sete suspeitos de envolvimento no massacre de Srebrenica. É a primeira vez que o país leva a julgamento os culpados pelo assassínio de mais de 1000 muçulmanos num armazém nos arredores de Srebrenica, anunciou a Associated Press.

Mais de 8000 bósnios foram chacinados naquele enclave do leste da Bósnia, em 1995, na pior matança de civis que teve lugar na Europa depois da Segunda Guerra Mundial, e a única atrocidade classificada como genocídio pelas Nações Unidas no pós-guerra.

Entre os detidos, encontra-se Nedeljko Milidragovic, um comandante que ficou conhecido por "Nedjo, o carniceiro", e que se tornou um homem de negócios bem-sucedido na Sérvia.

"É importante salientar que é a primeira vez que o Ministério Público lida com as mortes em massa de civis e prisioneiros de guerra em Srebrenica", explicou à AP Bruno Vekaric, o procurador sérvio responsável pelo caso.

O mentor do massacre, Ratko Mladic, fora detido em maio de 2011, e presente ao Tribunal Penal Internacional de Haia, na Holanda, onde continua a ser julgado por crimes de guerra e contra a Humanidade.

"Nunca lidámos com um crime destas proporções", explicou Vekaric. "É muito importante que a Sérvia assuma uma posição clara sobre Srebrenica através de um processo judicial."

O Governo conservador da Sérvia está empenhado em apoiar o julgamento dos criminosos de Srebrenica porque sabe que essa é uma condição fundamental para que o país possa vir a fazer parte da União Europeia.