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Sequestrador de Sydney pediu que lhe levassem bandeira do Estado Islâmico

SEVEN NEWS TV CHANNEL/EPA

Uma das pessoas que se mantém sequestrada num café de Sydney indicou a um canal de televisão australiano que o homem armado que os retém fez duas exigências e diz ter quatro bombas colocadas.

O homem armado que tem como sequestradas algumas dezenas de pessoas no interior de um café do centro de Sydney terá exigido falar com o primeiro-ministro australiano e que lhe levem uma bandeira do Estado Islâmico, segundo indicou um dos reféns ao canal televisivo local Channel Ten.

"A nossa equipa do TenNews (Notícias das Dez) falou directamente com dois reféns dentro do café... Eles estão a confirmar duas exigências do perpetrador", indicou a estação televisiva na rede social Tweeter.

"Ele quer que uma bandeira do Estado Islâmico lhe seja entregue diretamente no café; e a sua segunda exigência é falar com o primeiro-ministro".

"Eles também indicaram haver quatro bombas... duas no café Lindt e outras duas noutro local do centro financeiro de Sydney", acrescentaram.

Estas informações não foram contudo confirmadas pela polícia, que, entretanto, refere a possibilidade do sequestro não ser um ato de um homem isolado.

Os responsáveis da cadeia Lindt indicaram que cerca de 10 funcionários e 30 clientes encontravam-se dentro do estabelecimento quando um homem foi visto a entrar com um saco e uma arma.

Cerca de seis horas depois do café ter sido tomado, três pessoas foram vistas a sair a correr para fora do café. Uma hora mais tarde, saíram outras duas, mulheres que envergavam aventais longos, dando a entender tratar-se de empregadas do estabelecimento.

Não se sabe se conseguiram fugir ou se saíram na sequência de negociações com o sequestrador.