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Segunda noite de protestos em subúrbio de Ferguson

A estação de serviço onde Antonio Martin foi morto, com as lembranças deixadas por alguns no dia 24

Aaron P. Bernstein/REUTERS

A morte de mais um jovem negro pela polícia em Berkeley, Missouri, causou uma série de protestos no subúrbio próximo de Ferguson, onde Michael Brown foi morto em agosto. O  presidente da câmara afirma ser impossível comparar os dois casos

Cátia Bruno

Cátia Bruno

Jornalista

O natal em Berkeley, no Missouri, ficou marcado pela morte de Antonio Martin, um jovem de 18 anos morto pela polícia depois de alegadamente ter apontado uma arma a um agente.

Na noite de quarta-feira, cerca de 300 manifestantes reuniram-se numa vigília na estação de serviço onde Martin morreu, tendo alguns atirado pedras e tijolos à polícia. O grupo tentou ainda cortar o trânsito numa auto-estrada, o que resultou na detenção de perto de uma dezena de pessoas, segundo informações da polícia local. 

Esta quinta-feira repetiram-se os protestos, desta vez mais calmos, incluindo um encontro na manhã de Natal em frente à igreja local que reuniu cerca de 75 pessoas. 

O presidente da câmara Theodore Hoskins declarou que as câmaras de videovigilância mostram que Martin puxou de uma arma antes de ser abatido. "Não se pode sequer comparar isto com Ferguson ou com o caso de Garner em Nova Iorque", declarou o autarca, referindo-se aos casos do jovem Michael Brown e de Eric Garner, o homem que morreu sufocado pela polícia por estar a vender cigarros ilegalmente. 

Hoskins, que também é negro, fez notar que mais de metade da polícia de Berkeley é de raça negra, ao contrário do que acontece em Ferguson, onde uma população maioritariamente negra tem uma força policial de maioria branca. 

Este é o terceiro caso de um jovem negro morto por agentes policiais na zona de St. Louis desde a morte de Brown a nove de agosto. A 19 de agosto, Kajieme Powell (25 anos) foi morto com uma faca na mão e Vonderrit Myers (18 anos) foi abatido depois de alegadamente ter disparado contra um agente.