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Se a China cresce menos é bom para o ambiente. E o FMI fica contente

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Em 2014 a economia cresceu. Mas cresceu muito menos do que vinha a acontecer nos últimos 15 anos. Christine Lagarde diz que isto é bom para a estabilidade económica e financeira mundial e para o meio ambiente.

A diretora geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, disse hoje em Pequim que o arrefecimento do crescimento da China contribui para a estabilidade económica e financeira mundial e a sustentabilidade do meio ambiente.

Christine Lagarde que está na China depois de ter visitado a Índia, intervinha no Fórum de Desenvolvimento da China, uma reunião de economistas, líderes políticos e empresários que analisam o futuro da segunda economia mundial.

"À medida que a China navega na 'nova normalidade' da sua economia, também contribui mais para o bem comum global: a estabilidade económica e financeira, a sustentabilidade do meio ambiente e uma abordagem multilateral a pressionar os desafios globais que enfrentamos", disse.

Por outro lado, Christine Lagarde voltou a salientar, como já o tinha feito em Xangai, que o Governo chinês mantenha o caminho das reformas estruturais. Estas reformas levarão a um crescimento mais lento, mais seguro e mais sustentável. É bom para a China e bom para o mundo. Os seus destinos estão entrelaçados", insistiu.

Christine Lagarde aplaudiu os "impressionantes esforços" de Pequim na luta contra a corrupção, no combate à poluição e na sua participação em diálogos multilaterais, salientando que a China "sabe que ninguém triunfa sozinho".

A economia chinesa cresceu 7,4% em 2014, um ritmo três décimas inferior ao de 2013 e que foi o mais baixo desde 1990.