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Russel Crowe quer ter nacionalidade australiana. Mas os dois pedidos que já fez foram rejeitados

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Russel Crowe foi para a Austrália com apenas quatro anos e viveu a maior parte da sua vida naquele país

FOTO Anthony Harvey/Getty Images

O ator e realizador nasceu na Nova Zelândia, mas mudou-se para a Austrália com a sua família quando tinha apenas quatro anos. Viveu a maior parte da sua vida naquele país, mas obter a nacionalidade australiana tem sido uma batalha.

Russel Crowe viveu a maior parte da sua vida na Austrália, mas o governo daquele país parece não querer dar-lhe nacionalidade australiana. Até ao momento, rejeitou os dois pedidos que o ator e realizador fez. Numa entrevista feita à revista "Radio Times", Crowe mostrou-se revoltado com esta situação.

"Já fui votado como um dos 50 tesouros australianos. Até já tive a minha cara estampada num selo australiano, o único não-australiano a fazê-lo, além da Rainha", afirmou, acrescentando que pensa ter feito muito pela Austrália para obter nacionalidade australiana.

O ator de 50 anos nasceu na Nova Zelândia, mas mudou-se para a Austrália com a sua família em 1968, quando tinha apenas quatro anos. Foi casado com a cantora australiana Danielle Spencer entre 2003 e 2012, com quem tem dois filhos. Viveu a maior parte da sua vida na Austrália, até começar a deslocar-se para Hollywood no virar do século para fazer filmes.

Lei Trans Tasman é "irracional" para Crowe 

Os períodos de tempo em que o ator se ausentava foram suficientes para, agora, não obter a nacionalidade australiana. E tudo isto porque a lei Trans-Tasman - um acordo de livre circulação de cidadãos feito entre a Austrália e a Nova Zelândia - estabelece que os neozelandeses que pretendem ter nacionalidade australiana tinham que estar, obrigatoriamente, no país em fevereiro de 2001. Mas Crowe não esteve.

Crowe apelidou esta lei de "irracional" uma vez que anula o tempo de permanência no país. Ou seja, bastou que não tivesse estado na Austrália entre 2001 e 2002, por causa da participação em filmes, para não poder tornar-se cidadão australiano.

 

Antes de se deslocar para Hollywood, Crowe começou por entrar em filmes australianos, como "Proof" (1991) e "The Sum of Us" (1994). Mas foi no filme "Romper Stomper" (1992) que o ator ganhou um prémio de melhor ator pelo Instituto de Filmes Australianos.

Mesmo depois de ter passado umas temporadas em Hollywood por causa de filmes como "O Gladiador" ou "Uma Mente Brilhante", o ator sempre manteve uma ligação forte com o país que o recebeu aos quatro anos.