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Internacional

Recolher obrigatório garantiu noite mais calma em Baltimore

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Em alguns lugares mais sensíveis, houve focos de resistência, mas no geral foi respeitado o recolher obrigatório

JOHN TAGGART/EPA

Após os tumultos que levaram à detenção de centenas de manifestantes e provocaram ferimentos em dezenas de polícias, a cidade adormeceu mais tranquila na noite de terça-feira. Apenas se registaram incidentes isolados, dizem as autoridades.

Apesar de alguns incidentes isolados e da presença da polícia nas ruas, a noite de terça-feira foi mais calma em Baltimore, tendo sido respeitado o recolher obrigatório imposto pela presidente da câmara da cidade, Stephanie Rawlings-Blake.

Com hora fixada para as 22h, o clima era de expetativa para perceber até que ponto os manifestantes iam respeitar a imposição. Os tumultos nas ruas, escassas 24 horas antes, faziam temer pela continuação dos protestos ou até o seu agravamento, o que não se verificou.

Em alguns lugares mais sensíveis, houve focos de resistência. Ainda que a polícia e os próprios líderes da comunidade apelassem a alguns grupos para que regressassem às suas casas, em zonas como a Avenida Pennsylvania - palco dos confrontos mais violentos desde a morte do jovem afro-americano detido, Freddie Gray - vários manifestantes permaneceram. Protegidos por escudos, os agentes avançaram então sobre eles, lançando granadas de fumo e gás pimenta para dispersar a concentração.

Gangues demarcam-se da violência

Feito o balanço, as 10 detenções realizadas até às 22h contrastam com as 235 da véspera, a que se somaram 20 polícias feridos e uma pessoa em estado crítico, vítima de um dos incêndios ateados durante os distúrbios.

Entretanto, em nome dos gangues da cidade, os seus líderes vieram a público desmentir que tivessem realizado um pacto para agredir os agentes da polícia.

"Não vamos permitir que nos retratem desta maneira", disse à "NBC" um elemento de um dos gangues. "Estamos a trabalhar ao lado da comunidade para acabar com os confrontos e apenas queremos justiça para o Freddie Gray", acrescentou. "Acreditamos nisso."

A revolta pela morte do jovem negro de 25 anos, ainda sob investigação, alastrou a mais zonas dos Estados Unidos. Em Chicago, centenas de pessoas participaram numa marcha solidária, exibindo cartazes e fotos de outras supostas vítimas da polícia.