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Rebeldes matam civis e polícias no Sinai

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As forças de segurança egípcias são um alvo preferencial dos extremistas islâmicos que têm levado a cabo ataques na península do Sinai

Asmaa Waguih/Reuters

O Egito tem tentado conter a ameaça de grupos extremistas na região, mas os ataques sucedem-se desde o início do ano. 

Vários ataques na península do Sinai, no Egito, mataram pelo menos onze civis e dois polícias esta quarta-feira, anunciou uma fonte militar.     

Mísseis, morteiros e ataques à bomba atingiram zonas residenciais. Segundo a Associated Press, um ataque com morteiros próximo de Sheikh Zuweid, junto à fronteira com Gaza, destruiu uma casa, matando os seus nove residentes.

Num outro ataque, com um míssil, foram mortos mais dois civis. Um explosivo detonado à passagem de um veículo militar, nas imediações de El Arish, matou os dois polícias que seguiam no seu interior.    

O Egito tem vindo a combater no Sinai os militantes de um grupo conhecido por Ansar Beit al-Maqdis, que nos últimos tempos tem realizado ataques sob a bandeira do autodenominado Estado Islâmico.    

No início de abril, uma série de emboscadas que tinham como alvo militares resultaram na morte de 15 soldados e dois civis. O exército reclamou, por seu lado, a morte de 15 dos atacantes.    

Em janeiro, homens armados atacaram as forças de segurança numa base militar em El Arish e mataram pelo menos 30 soldados e polícias.

Com a queda de Hosni Mubarak, em fevereiro de 2011, no contexto da Primavera Árabe, as condições de segurança na península do Sinai agravaram-se, com vários grupos terroristas a encontrarem naquele território um porto de abrigo.