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Quatro dias seguidos de protestos em Berkeley

Na quarta noite dos protestos de Berkeley, a cidade universitária do estado da Califórnia, centenas de pessoas marcharam pelas ruas contra a violência policial, forçando o encerramento de estradas e levando a polícia a fazer detenções. 

As manifestações, que começaram no sábado à noite na cidade universitária de Berkeley, perto de São Francisco, continuaram na noite de terça-feira, levando ao encerramento de estradas e à detenção de manifestantes.  

"Um crachá não é uma licença para matar", lia-se num cartaz de um manifestante, segundo o "Los Angeles Times".

Em protesto contra as mortes de homens negros desarmados nas mãos de agentes brancos e contra os abusos da polícia sobre as minorias em geral, dezenas de pessoas reuniram-se esta terça-feira junto ao campus da Universidade de Berkeley. Ao fim de poucas horas, o número tinha aumentado para cerca de 300 pessoas.  

Depois da detenção de mais de 150 pessoas na noite anterior, os protestos desta terça-feira obrigaram ao bloqueio de algumas estradas. Foram incendiados alguns caixotes do lixo apesar de a marcha ter sido pacífica até pouco antes da meia-noite. A partir daí, alguns participantes começaram a vandalizar lojas e a partir montras.  

Vários protestos ocorrem diariamente em várias cidades dos Estados Unidos desde que dois agentes da polícia, implicados em casos diferentes de morte de cidadãos negros, não foram condenados. Ambos os casos tornaram evidentes as tensões existentes nas relações entre a polícia americana e a população negra.   

Noutras cidades americanas as manifestações acalmaram, mas em Berkeley e Oakland, na Califórnia, os ânimos continuam acesos. Existe ali uma longa história deste tipo de mobilizações. Foi em Oakland, em 1966, que surgiram os militantes atiracismo Panteras Negas.