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Internacional

Quatro companhias aéreas reforçam medidas de segurança na cabine de pilotagem

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Homenagem às vítima do voo da Germanwings

Em causa está a presença de mais tripulantes no cockpit. Decisão surge na sequência dos factos revelados pelos investigadores a propósito do avião que caiu nos Alpes.

O desastre do avião da Germanwings nos Alpes franceses já está a trazer mudanças. Depois de os investigadores terem revelado, esta quinta-feira, que o copiloto do Airbus A320 bloqueou intencionalmente o acesso do comandante à cabine de pilotagem, quando este se encontrava momentaneamente fora desta, quatro companhias aéreas anunciaram o reforço das suas normas de segurança.  

Easyjet, Norwegian, Icelandair e Air Transat decidiram introduzir uma nova medida de segurança, que obriga a que estejam sempre duas pessoas dentro do cockpit. Assim, "se um dos pilotos tiver que sair da cabina de pilotagem por qualquer motivo (para ir à casa de banho, por exemplo), outro membro da tripulação deverá ocupar o seu lugar até que este volte", explicou à agência France Presse o porta-voz da companhia norueguesa de baixo custo, Thomas Hesthammer. 

A mesma companhia acrescenta que esta é uma medida "que tem vindo a ser discutida há muito tempo", mas que "os acontecimentos desta semana aceleraram o processo". A Norwegian, com 4.500 trabalhadores e mais de 130 destinos (na Europa, Norte de África, Médio Oriente, Tailândia e Estados Unidos), frisa que estas alterações devem ser aplicadas "o mais rapidamente possível", uma vez que "a segurança está em primeiro lugar".  

Também o porta-voz da islandesa Icelandair, Gudjon Arngrimsson, realçou a influência do desastre do Airbus A320 na adoção deste reforço da segurança nos seus aviões. O mesmo se passou com a canadiana Air Transat e com a britânica Easyjet. A CEO da companhia britânica low cost, Carly MacCall, acrescentou ainda que o acidente da Germanwings "nada tem que ver com o facto de ser uma companhia low cost".  

Atualmente, as regras para a aviação civil europeia não obrigam a presença permanentemente de duas pessoas no cockpit quando um dos seus tripulantes tenha que se ausentar. No entanto, a Finnair já aplicava esta medida de segurança reforçada, explicou esta quinta-feira Päivyt Tallqvist, o porta-voz da companhia filandesa.