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Putin ordena exercícios militares no Ártico. E mostra que não está doente

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O Presidente russo anunciou o envio de mais de 40 mil soldados com o objetivo de expandir a influência do país na região do Ártico. Putin, que não aparecia em público há 10 dias, colocou desta forma fim aos rumores de que estaria doente.  

Com mais de 40 mil soldados, 50 navios e 110 aeronaves, o Presidente russo, Vladimir Putin, ordenou o início dos exercícios militares na região polar do Ártico.

Segundo o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, a Rússia enfrenta novos perigos. Medidas como esta, que impulsionam as capacidades e a força militar do país, são necessárias para garantir a segurança nacional. "Novos desafios e ameaças obrigam a um aumento das capacidades das Forças Armadas", declarou Shoigu.

A promessa de Putin é que mais de 340 mil milhões de dólares - o equivalente a 324 mil milhões de euros - sejam gastos até o fim da década, com o objetivo de aumentar o poder das Forças Armadas russas.

O interesse da Rússia pelas riquezas minerais e energéticas encontradas na região do Ártico é grande. O país divide com a Noruega, um dos países membros da NATO, parte da fronteira marítima no Mar de Barents, no Ártico. A região polar hoje é dividida, sem delimitações bem definidas, entre a Rússia, a Noruega, EUA, Canadá e Dinamarca.

Os exercícios militares iniciam-se numa altura em que continua o conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Segundo a NATO, e também de acordo com acusações do Ocidente e de Kiev, a Rússia, através do fornecimento de armas, apoia os separatistas no leste da Ucrânia, onde mais de 6 mil pessoas já foram mortas desde o início dos confrontos.

O anúncio do envio de uma força militar para o Ártico pôs fim aos rumores de que Putin estaria doente. Num ato considerado coreográfico, o Presidente apareceu num encontro com Almazbek Atambayev, Presidente do Quirguistão, realizado no Palácio Constantine, em São Petersburgo. Putin não aparecia em público desde o dia 5 de março, quando se encontrou com o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi.