Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Putin diz que crise acabará nos próximos dois anos

Reuters

Moscovo elogia propostas do Banco Central Europeu, mas estuda medidas urgentes para travar pânico financeiro. Presidente garante que crise durará no máximo 24 meses.

O Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou esta quinta-feira que o país enfrenta problemas económicos, causados pela "tempestade perfeita" com a descida dos preços do petróleo e as sanções internacionais contra Moscovo. Garantiu, contudo, que a situação será superada nos próximos dois anos.

"Penso que nem podemos falar em crise, mas podem designar assim este período se assim o entenderem. Face ao mais desfavorável cenário externo, esta situação poderá prolongar-se no máximo durante dois anos. No entanto, podem começar a registar-se já melhorias no primeiro trimestre, em meados ou no final do próximo ano", afirmou Putin, numa conferência de imprensa, citado pela "Reuters".

O governante elogiou as medidas anunciadas pelo Banco Central Europeu, nomeadamente mais facilidades para que as entidades financeiras obtenham divisas para pagarem as suas dívidas. Alertou, porém, que serão necessárias mais medidas para ultrapassar a crise.

"Se a situação se desenvolver de forma desfavorável teremos que alterar os nossos planos. Não há dúvida de que teremos que cortar na despesa se as dificuldades persistirem, mas o crescimento da economia global vai continuar e a nossa economia sairá da situação em que se encontra", acrescentou.

Defendeu ainda que a Rússia terá que apostar na diversificação da sua economia,  reduzindo a dependência do petróleo já a partir do próximo ano e no futuro. 

Putin preferiu não comentar a crise monetária - o rublo sofreu na segunda e terça-feiras uma desvalorização histórica. 

No mês passado, o antigo ministro russo das Finanças, Alexei Kudrin, que deixou o cargo devido a diferenças com o primeiro-ministro Dmitri Medvedev, já tinha advertido que a crise poderia durar alguns anos.

Desde a anexação da Crimeia à Rússia em março, Putin tem registado elevados níveis de popularidade, no entanto, a crise económica e financeira que o país vive poderá mudar a opinião pública russa.