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PSOE forma governo minoritário na Andaluzia

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Susana Díaz, a candidata do PSOE nas autonómicas da Andaluzia, conseguiu um bom resultado para os socialistas

Marcelo del Pozo/REUTERS

Sem acordo com as novas forças políticas - Podemos e Cidadãos -, a presidente do governo regional, Susana Díaz optou por ir a jogo sozinha. A aritmética está do seu lado: o PSOE só não consegue governar se o Podemos e o Partido Popular se unirem.

Cátia Bruno

Cátia Bruno

Jornalista

Susana Díaz, a cabeça de lista do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) na Andaluzia e vencedora das eleições regionais celebradas ontem, confirmou que o seu partido irá constituir um governo local minoritário. "Vou fazer o que disse. Vou governar sozinha", declarou Díaz em entrevista à Cadena SER na manhã de segunda-feira.

Presidente andaluza desde 2013, Díaz obteve ontem a legitimação pelas urnas, já que ascendeu ao cargo por demissão do antecessor, José António Griñán, de quem era vice-presidente. Griñán renunciou devido a escândalos de desvio de fundos.

O PSOE venceu as eleições com 35,43% dos votos, o que corresponde a 47 deputados num Parlamento regional com 109 assentos. Ficou aquém dos 55 necessários para uma maioria absoluta. No entanto, Díaz conseguiu manter o mesmo número de deputados que o partido tinha conseguido há três anos, com Griñan na liderança.  

À altura, o PSOE formou um governo de coligação com a Esquerda Unida (IU). Uma repetição desse cenário ficou excluída desta vez, dado que a IU foi um dos derrotados da noite eleitoral. Conseguiu apenas cinco deputados - menos de metade dos 12 que tinha. Em todo o caso, foi uma rutura na aliança PSOE-IU que ditou estas eleições. Deveriam realizar-se em 2016, mas Díaz antecipou-as ao quebrar com a força aliada.

Posição confortável 

O Podemos, que conquistou 15 lugares, rejeitou uma aliança com o PSOE: "Não vamos ser mais do mesmo, não vamos apoiar que tudo continue na mesma", disse o seu cabeça-de-lista, Juan Moreno Yagüe, eleito deputado regional pela província de Sevilha. O outro partido estreante nestas eleições, o Cidadãos, conseguiu eleger nove deputados e anunciou que não iria fazer parte do governo, por não ter vencido o escrutínio.

Susana Díaz tinha, assim, poucas hipóteses de conseguir um parceiro. Optou, por isso, por  formar um governo minoritário que tentará fazer acordos parlamentares. "Agora somos a primeira força [política] e tenho a estabilidade que não tinha há uns meses", declarou a líder do PSOE na Andaluzia, já que antes estava "permanentemente sujeita" às decisões do seu "sócio" - a Esquerda Unida.  

"Agora só o PP [Partido Popular, direita] e o Podemos juntos podem valer mais do que o PSOE", acrescentou, esclarecendo que só uma (improvável) aliança entre estes dois partidos ou uma união entre todas as forças políticas pode impedir os socialistas de aprovarem algo no parlamento andaluz.