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Protestos no Brasil. Governo de Dilma posto à prova

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Marcha de protesto na turística zona de Copacabana

FOTO Reuters

Milhares de pessoas saem às ruas em vários Estados do Brasil para demonstrar que estão contra o Governo de Dilma Rousseff. São vários os quadrantes políticos e movimentos sociais. Uns pedem a demissão, outros não vão tão longe. A presidente deverá reunir-se com os ministros para avaliar o impacto das manifestações e o desgaste da liderança. 

Raquel Pinto

Raquel Pinto

Jornalista

São 17 Estados, mais o distrito federal Brasília, que este domingo fazem ecoar os sinais de descontentamento contra o governo de Dilma Rousseff. As imagens das televisões do país mostram milhares nas ruas.

Os protestos foram organizados por diferentes grupos partidários, movimentos sociais e sindicatos e os apelos à mobilização invadiram as redes sociais pelo fim da corrupção, contra o escândalo da Petrobras e o aumento de impostos e taxas.

Em Brasília, 25 mil pessoas dizem "Corrupção nunca mais". No Rio de Janeiro concentram-se pelo menos 15 mil indignados em Copacabana, com inúmeros cartazes a pedir a demissão, enquanto entoam o hino nacional brasileiro. 

Dilma defendeu no sábado a "livre manifestação". "Valorizo muito o fato de que, hoje no Brasil, as pessoas podem se manifestar livremente e não podemos aceitar qualquer tipo de violência que impeça esse direito. Sou a favor da democracia. Espero que amanhã o Brasil prove a sua maturidade democrática", lê-se na mensagem que deixou no Facebook.