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Protesto contra a austeridade juntou milhares em Madrid

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Nas faixas e panfletos liam-se mensagens como "Banqueiros ladrões culpados da crise"

Ballesteros/EPA

Sob o lema "Pão, trabalho, teto e dignidade", milhares de manifestantes encheram a Praça Colón, em Madrid, e as ruas adjacentes para protestar contra os efeitos das políticas de austeridade.

Milhares de manifestantes encheram este sábado a Praça Colón, em Madrid, e as ruas adjacentes para protestar contra os efeitos das políticas de austeridade aplicadas pelo Governo nos últimos anos.

O protesto, no âmbito das Marchas pela Dignidade, decorreu sob o lema "Pão, trabalho, teto e dignidade" sem incidentes. 

Os organizadores estimam que a manifestação contou com a participação de "centenas de milhares" de pessoas, enquanto a polícia referiu uma participação de 10.000 a 12.000 pessoas.

Os manifestantes entraram em Madrid, debaixo de chuva, em nove colunas procedentes de todas as comunidades autónomas, confluindo na Praça de Colón pouco depois das 18h00 horas.

Empunhando bandeiras republicanas, das comunidades autónomas, de sindicatos e de partidos políticos de esquerda, os manifestantes entoaram palavras de ordem como "No Parlamento não está a solução, a solução é a revolução" e "Faz falta já uma greve geral".

Nas faixas e panfletos liam-se mensagens como "Banqueiros ladrões culpados da crise" e "Tiram-nos tanto que, no final, tiram-nos o medo".

Os manifestantes também defenderam o direito à saúde, à educação e as pensões, assim como a saída de Espanha do euro, da União Europeia e da Nato. 

Num palco instalado na Praça de Colón, dois representantes das 300 organizações sociais e sindicais promotores das marchas leram um manifesto em defesa de "uma vida com dignidade" e de "um programa de mínimos", como passo prévio até à greve geral de 22 de outubro.

O texto salienta que, um ano depois das "Marchas pela Dignidade" de 22 março, "a situação não mudou para melhor" e acentuaram-se os "perversos efeitos" das políticas de austeridade impostas pela 'troika'.

Segundo o manifesto, a "campanha de publicidade para vender a ideia de que Espanha saiu da crise" ignora a situação em que se encontra a maioria das pessoas.

Por isso, no documento são defendidos a recusa de pagamento da divida, os serviços públicos, o trabalho digno e com direitos, entre outras reivindicações.

Vários dirigentes de partidos de esquerda juntaram-se ao protesto.

Cerca de 1.100 polícias, a maioria dos quais pertencentes à Unidade de Intervenção Policial (UIP), integraram o dispositivo de segurança destacado para acompanhar as Marchas da Dignidade.

Mais de 150 efetivos da Proteção Civil estiveram também de prevenção, mas apenas atenderam alguns casos ligeiros causados por pequenas quedas ou entorses.

Das Marchas pela Dignidade do ano passado resultaram 101 feridos, entre os quais 67 agentes da polícia, e 24 detidos devido a incidentes registados entre os manifestantes e a polícia.