Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Primeiro-ministro japonês envolvido em escândalo financeiro

  • 333

Primeiro-ministro japonês Shinzo Abe fecha os olhos durante uma sessão da câmara dos deputados no Parlamento em Tóquio, no passado dia 4 de fevereiro.

TORU HANAI / REUTERS

Shinzo Abe confirmou que o seu partido recebeu doações de empresas que tinham obtido subsídios governamentais em anos anteriores. Agora, tem de responder a muitas perguntas.

O Partido Democrático Liberal de Abe recebeu uma avultada quantia de dinheiro em doações de indústrias químicas que receberam subsídios governamentais em 2012 e 2013, afirmam a agência noticiosa Kyodo e o jornal Sankei.

Segundo os documentos oficiais, a Indústria Ube (uma dessas companhias) doou mais de 4.500 euros a Abe, após ter recebido um total de 253.288 euros em doações dos ministros da Economia, Comércio e Indústria naqueles anos anteriores.

Doações de empresas que receberam subsídios governamentais no período inferior a um ano são ilegais, mas o ministro da Administração Interna, Sanae Takaichi, afirmou que não haveria nenhum problema legal pois o primeiro-ministro não tinha conhecimento dos subsídios nessa altura.

"Eu realmente não sabia aquilo que não sabia e não posso dizer mais do que isso," declarou Abe ao painel parlamentar.

O ministro da Economia, Akira Amari, confirmou aos jornalistas que iria devolver os 894 euros que recebeu em 2013 e 2014 de uma dessas companhias. "Existem centenas de programas de subsídio. É difícil rastreá-los todos," disse.

Por sua vez, o ministro da Agricultura Yoshimasa Hayashi confirmou que havia recebido doações de duas empresas que obtiveram esses subsídios, mas que não tinha conhecimento que elas o tinham recebido nessa altura. O seu antecessor demitiu-se na semana passada quando surgiram questões acerca destas angariações de fundos políticos. Os ministros da Educação, Ambiente e Justiça negaram qualquer envolvimento.

O primeiro-ministro irá esclarecer se tinha ou não conhecimento da situação das Indústrias Ube, um fator-chave para determinar se as doações eram ilegais ou não.