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Primeiro-ministro iraquiano pede mais ajuda a Obama

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O primeiro-ministro iraquiano, Haidar al-Abadi, será recebido na sala oval

Ahmed Jalil/EPA

A cooperação entre os Estados Unidos e o Governo iraquiano é maior do que nunca. Mas, o primeiro-ministro iraquiano, Hairdar al-Abadi, pede mais apoio no combate ao autodenominado Estado Islâmico (Daesh).

Sete meses após de ter sido eleito, o primeiro-ministro iraquiano, Hairdar al-Abadi, é recebido pelo Presidente norte-americano, Barack Obama, na Casa Branca. A luta contra o Daesh estará no centro da reunião que os dois líderes vão manter na sala oval, esta terça-feira.

Al-Abadi declarou na segunda-feira que o aumento dos ataques aéreos norte-americanos, a par dos apoios ao nível do fornecimento de armamento e de treino militar, ajudou a fazer recuar as forças do Daesh, mas que são necessários mais apoios da coligação internacional para os derrotar. "Queremos ver mais", declarou aos jornalistas.

O chefe do Governo iraquiano deverá pedir um apoio de milhares de milhões dólares em drones e outro tipo de armamento.

Os Estados Unidos consideram que a não inclusão das minorias por parte do anterior primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, contribuiu para a ascensão do Daesh no país e esperam desenvolver uma melhor cooperação com o seu sucessor, Hairdar al-Abadi.

As opções de Obama são, contudo, limitadas pelas enormes reservas dos Estados Unidos relativamente a uma maior intervenção norte-americana na região.

"Os Estados Unidos não estarão dispostos a aumentarem significativamente os seus apoios militares. Não é claro se os Estados Unidos podem financiar um amplo auxílio", afirmou Anthony Cordesman, especialista em relações exteriores do Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais de Washington, em declarações à agência Reuters.

Americanos questionam sintonia com o Governo iraquiano 

"Há uma campanha militar que os Estados Unidos estão a ajudar a financiar, mas existem mais problemas internos do que eu penso que as pessoas de qualquer dos lados estão dispostas a admitir. (...) A realidade é que o que estamos a tentar fazer é muito complicado e muitas pessoas questionam o quão unidos estamos com o Governo iraquiano em relação ao que estamos a tentar fazer", afirmou por seu turno à agência Associated Press (AP), Jon Alterman, diretor do programa para o Médio Oriente do mesmo centro de estudos norte-americano.

Na semana passada, o vice-presidente, Joe Biden, indicou que iriam fornecer mais apoios e o seu assessor de imprensa referiu que "se houver ideias específicas que o primeiro-ministro Abadi tenha para o aumento da assistência, então iremos obviamente considerá-las com seriedade".

"Esta é uma parceria em que os Estados Unidos obviamente investiram", declarou o assessor de imprensa Josh Earnest à AP. "O nosso sucesso ao trabalhar com um Governo iraquiano inclusivo tem sido importante para alguns ganhos em termos de segurança alcançados pelo Iraque, nos últimos meses, contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL - Daesh)", acrescentou.

A coligação liderada pelos Estados Unidos efetuou cerca de 2000 ataques aéreos no Iraque desde agosto passado, e perto de 1400 na vizinha Síria, e destacou para a região 3000 militares para darem formação e aconselhamento às forças iraquianas e curdas na luta contra o Daesh. As recentes conquistas, como a libertação da cidade de Tikrit, este mês, podem servir de argumento a favor do reforço do auxílio.

"Mais esforços para organizar, armar e integrar os sunitas dispostos a combater o EIIL vão ser necessários nos próximos meses para se libertar Anbar e Mosul", declarou Biden na quinta-feira passada.