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Pressão internacional aumenta e Syriza cai nas sondagens

Alexis Tsipras, líder do Syriza, à saída da votação no Parlamento que levou à convocação de eleições antecipadas

Alkis Konstantinidis/REUTERS

Sondagem publicada após o anúncio de eleições mostra ligeiro recuo do partido de esquerda. Ministro das Finanças alemão avisa gregos de que "não há alternativa" às reformas estruturais.

Cátia Bruno

Cátia Bruno

Jornalista

A sondagem publicada nesta terça-feira pela Alpha TV - a primeira a ser divulgada após o anúncio de eleições legislativas antecipadas na Grécia - não traz boas notícias para o Syriza. O partido de esquerda radical mantém-se à frente nas intenções de voto, mas tem agora apenas 28,1%, segundo o inquérito, contra os 25,1% do partido Nova Democracia (ND) de Samaras.

A sondagem acentua assim a tendência de descida do Syriza. Se há uma semana contava com uma diferença de 3,5% relativamente à ND, agora reduziu para apenas 3 pontos percentuais. Os números estão longe dos 13% de vantagem que chegou a ter face ao partido atualmente no Governo em setembro e outubro.

Na segunda-feira, após o chumbo do candidato Stavros Dimas a Presidente e o anúncio do primeiro-ministro Antonis Samaras de que irá propor eleições a 25 de janeiro, várias personalidades da política europeia pronunciaram-se sobre o tema. O comissário europeu para os assuntos financeiros Pierre Moscovici declarou, segundo a agência Reuters, que seria importante para os gregos manterem as reformas em curso.

Também na segunda-feira, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble, avisou que "não há alternativa" às reformas em curso. "Continuaremos a ajudar a Grécia no caminho da reforma. Se a Grécia tomar outro caminho, vai ser mais difícil", declarou o ministro, acrescentando que "qualquer novo Governo terá de manter-se fiel aos acordos feitos pelos seus antecessores".