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Preso suspeito de ajudar estudantes inglesas que se juntaram ao Estado Islâmico

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As três jovens, Kadiza Sultana, Amira Abase e Shamima Begum, juntaram-se ao Daesh, na Síria

EPA

O suspeito faria parte dos serviços secretos de um dos países-membros da coligação que luta contra o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh). As jovens inglesas estão na Síria desde o mês passado.

Um homem foi preso na Turquia por ter ajudado as três estudantes inglesas que partiram para a Síria no mês passado, para se juntarem ao Daesh. 

Segundo o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, o suspeito faria parte dos serviços secretos de um dos países membros da coligação que luta contra o grupo terrorista que opera no Iraque e na Síria. 

A sua identidade não foi revelada, mas Cavusoglu declarou que não se trata de um europeu ou de um norte-americano.

Kadiza Sultana, de 16 anos, Shamima Begum e Amira Abase, ambas com 15 anos, deixaram suas casas em Londres, no dia 17 de fevereiro, e viajaram para Istambul. Em seguida, as adolescentes passaram a fronteira para a Síria.

As declarações do ministro surgem num período em que as autoridades turcas são acusadas de não se esforçarem o suficiente para impedir que jiadistas e novos membros do autoproclamado Estado Islâmico cruzem a fronteira para a Síria, após entrarem pela Turquia.

No mês passado, a Turquia rebateu as críticas e acusou a Inglaterra de ter demorado a informar as autoridades turcas sobre a entrada das três jovens no país. Também os familiares das estudantes alegam uma falha da polícia inglesa que não os alertou para o risco de as raparigas se aliarem ao Daesh, estando na posse de informações que o indiciavam, e de que outra estudante, colega das jovens, tinha desaparecido dois meses antes.

A Turquia é uma das principais portas de entrada dos novos membros de grupos radicais da Síria e do Iraque, dos quais, além de ingleses, fazem parte chineses, norte-americanos e cidadãos de outros países europeus.