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Presidente do Iémen foi para a Arábia Saudita, enquanto prosseguem ataques aos rebeldes

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Os rebeldes houthi são o alvo dos ataques da coligação

Yahaya Arhab/EPA

Pelo terceiro dia, prosseguem esta sexta-feira no Iémen os ataques aéreos efetuados pela coligação liderada pela Arábia Saudita contra os chiitas houthi. O Presidente Hadi terá saído na quarta-feira da cidade de Aden, que se encontrava sob ataque dos rebeldes.

O Presidente do Iémen, Abdrabbuh Mansour Hadi, chegou à capital da Arábia Saudita esta quinta-feira, onde irá participar numa cimeira da Liga Árabe que decorre este fim de semana em Riade, segundo referem fontes oficiais sauditas.



Na quarta-feira, no mesmo dia em que tiveram inicio os ataques aéreos da coligação liderada pela Arábia Saudita contra os rebeldes houthi no Iémen, o Presidente Hadi terá abandonado Aden, entretanto também colocada debaixo de fogo daqueles. Hadi tinha-se mudado para Aden em fevereiro, após ter saído de Sana, onde se encontrava retido em casa desde que a capital fora tomada pelos rebeldes em janeiro.



Entretanto, neste terceiro dia de bombardeamentos a coligação liderada pela Arábia Saudita efetuou cinco novas incursões aéreas contra os houthis na capital do Iémen e na província de Saada, bastião dos rebeldes.



Os bombardeamentos em Sana e nos arredores tiveram como principais alvos os quartéis das forças de reservistas, antiga Guarda Republicana, leais aos houthis, refere a agência Efe. Além das unidades militares, foi ainda bombardeado o complexo presidencial, nas mãos do grupo rebelde xiita.



Já em Saada, sob controlo dos houthis desde 2010, os aviões sauditas bombardearam algumas posições como o mercado da localidade de Qutaf al Boqa, junto à fronteira com a Arábia Saudita.

Intervenção terrestre não vai ocorrer "por agora"

A Amnistia Internacional indica que os ataques aéreos à capital na quinta-feira causaram 25 mortos, entre os quais seis crianças. Anteriormente , o ministro da Saúde do Iémen dissera que pelo menos 18 civis morreram e outros 24 ficaram feridos.



A Arábia Saudita afirma estar a defender o regime legítimo do Iémen, mas a operação é condenada pelo Irão que a qualifica como "perigosa". Os ataques estão a ser efetuados por uma centena de aviões de guerra da Arábia Saudita e por uma dúzia dos restantes membros da coligação, segundo refere a BBC. Os Estados Unidos indicaram estar a fornecer "apoio logístico e de informações" (recolhidas pelos seus serviços secretos)



O brigadeiro Ahmed al-Asiri, porta-voz da coligação, afirmou esta quinta-feira que as operações militares contra os rebeldes houthi irão prosseguir "até ser necessário". Em declarações, citadas pela Al Jazeera, referiu ainda que "por agora" não há planos para a intervenção de forças terrestres, mas que as tropas estão "preparadas para todas as circunstâncias".