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Presidente da Venezuela deteve cidadãos americanos por suspeita de espionagem

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O Presidente Venezuelano, Nicólas Maduro, cumprimenta os seus apoiantes num comício em Caracas.

MIRAFLORES/HANDOUT

Nicólas Maduro mandou prender cidadãos norte-americanos por "atividades suspeitas". Agora propõe reduzir o número de funcionários na embaixada dos EUA em Caracas e pede a obtenção de vistos para americanos poderem entrar na Venezuela.

O Presidente venezuelano, Nicólas Maduro, afirmou este domingo ter ordenado a detenção de cidadãos norte-americanos por suspeitas de espionagem e terrorismo. Segundo o diário britânico "The Guardian", Maduro vai propor uma série de medidas para controlar a entrada de americanos no seu país, aumentando a tensão entre Washington e Caracas.

"Detivemos alguns cidadãos americanos por atividades suspeitas que tentavam conquistar as pessoas ao longo da costa venezuelana", disse Maduro num comício em Caracas. O Presidente acrescentou que um dos detidos é um piloto que estava na fronteira do Estado de Táchira, mas não adiantou pormenores sobre a sua identidade.

No mesmo comício, Maduro informou que vai tomar medidas para prevenir situações semelhantes no futuro. O Presidente propõe que os cidadãos norte-americanos que querem entrar no país tenham de obter visto e sugere, ainda, a redução do número de funcionários na embaixada dos EUA em Caracas.

Alguns políticos norte-americanos também vão ser proibidos de entrar no país, com ou sem visto. O ex-presidente George W. Bush e o seu vice Dick Cheney (que governaram entre 2000 e 2008) foram os primeiros nomes anunciados por Maduro.

Já os adversários políticos do Presidente afirmam que estas medidas são destinadas a desviar a atenção da crise económica cada vez mais grave no país. Quanto ao Governo dos EUA, garantiu estar consciente das declarações proferidas por Maduro. Em comunicado Washington defende-se dizendo que "as suspeitas contínuas de que os Estados Unidos querem desestabilizar o Governo venezuelano são falsas e infundadas".