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Internacional

Presidente checo proíbe embaixador dos EUA de visitar Castelo de Praga

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Milos Zeman, Presidente da Repúlica Checa

Petr Josek Snr/Reuters

Viagem do presidente checo a Moscovo na origem da decisão. Diplomata está proibido de visitar a residência oficial do chefe de Estado.

A causa da discórdia é a presença do presidente checo, Milos Zeman, nas celebrações da vitória da Segunda Guerra Mundial, marcadas para 9 de maio em Moscovo, na Rússia. Os líderes da União Europeia têm recusado os convites como forma de protesto contra a posição russa no conflito no leste da Ucrânia - mas Zeman decidiu de forma contrária.

O embaixador norte-americano em Praga não gostou. Andrew Schapiro afirmou que é constrangedor que o presidente checo seja o único chefe de Estado da União Europeia presente na cerimónia de Moscovo.

Após as declarações de Schapiro, foi a vez de Milos Zeman reagir. Em entrevista ao portal "Parlamentni Listy", este fim de semana, disse que não admite que nenhum embaixador comente os locais que visita. 

"Não imagino que o embaixador checo em Washington aconselhe o presidente norte-americano para onde deve viajar. Não permito que nenhum embaixador comente as minhas viagens ao estrangeiro."

Consequência: o embaixador norte-americano está proibido de visitar o Castelo de Praga, que é a residência oficial do presidente da República Checa. Mesmo com portas fechadas, a agência Reuters avança que, apesar do desentendimento, Andrew Schapiro continua a estar autorizado a participar em eventos sociais que decorram na residência oficial do Presidente.

As comemorações do aniversário da vitória da Segunda Guerra Mundial decorrem no próximo mês, na Praça Vermelha. Fonte oficial do Kremlin garantiu à Reuters que já estão confirmadas as presenças de 25 líderes mundiais.