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Poroshenko ordena a prisão do governador Igor Kolomoisky

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Igor Kolomoisky, bilionário e governador da região de Dnipropetrovsk

Valentyn Ogirenko/Reuters

O Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, gere nova crise interna:o ataque de milícias privadas a uma petrolífera estatal.

O Presidente Petro Poroshenko e as forças de segurança ucranianas deram um ultimato de 24 horas para que a milícia armada, liderada pelo governador Igor Kolomoisky, deponha as armas e deixe as instalações da petrolífera estatal UkrNafta, onde se encontra barricada, informou a televisão russa RT.    

Ninguém está autorizado a manter um "exército de bolso", afirmou o chefe de Estado, que está a braços com uma crise interna. Poroshenko ordenou ainda a detenção dos atacantes e do governador Igor Kolomoisky.     

A disputa teve início quando o Parlamento ucraniano, que detém mais de 50% da empresa produtora de petróleo UkrNafta, decidiu assumir o controlo total da companhia situada na região de Dnipropetrovsk, governada por Igor Kolomoisky, um dos homens mais ricos da Ucrânia, e que detém 42% da empresa. 

Durante o fim de semana, homens armados alegadamente a mando de Kolomoisky, tomaram o controlo dos escritórios da UkrNafta, em Kiev.      

Kolomoisky que tem uma considerável influência junto da administração de Poroshenko, financiou milícias privadas para combater os separatistas pró-russos no leste da Ucrânia. Os homens que ocuparam as instalações da empresa estatal pertencem, alegadamente, ao Dnipro-1, uma milícia privada com cerca de 2000 combatentes ativos e 20 mil na reserva.     

O governador de Dnipropetrovsk parece agora ter redirecionado as suas forças para desafiarem a autoridade de Poroshenko, que condenou prontamente o ataque à petrolífera, na segunda-feira à noite, e anunciou o envio de dois batalhões da guarda nacional de elite para o local.    

Estima-se que existam 30 milícias privadas na Ucrânia, aliadas ao Governo de Kiev, mas que não lhe são leais. Foram acusadas de violações grosseiras dos direitos humanos, incluindo raptos, tortura e execuções sumárias durante a guerra no leste do país.