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Polícia norte-americana mata jovem perto de Ferguson

Os protestos pela morte de vários negros mortos pela polícia têm-se sucedido nos EUA

Eduardo Munoz/REUTERS

Jovem de 18 anos foi abatido em Berkeley, perto de Ferguson, nos EUA. Estava armado e terá ameaçado o agente que o abordou, segundo a polícia local. 

Raquel Albuquerque e Cátia Bruno

Um polícia matou esta quarta-feira a tiro um jovem negro que estava armado, em Berkeley, no Missouri, Estados Unidos, de acordo com a agência Reuters. A localidade fica perto de Ferguson, onde em agosto foi morto o jovem Michael Brown, dando origem a violentos protestos nos últimos meses.

De acordo com a polícia, o jovem de 18 anos estava armado e apontou a arma quando o agente se aproximou dele e de outro indivíduo, numa ronda de rotina a uma bomba de gasolina nos arredores de Berkeley.

"Temendo pela sua vida, o agente de Berkeley fez vários disparos, atingindo o homem e ferindo-o mortalmente", disse o porta-voz da polícia do Condado de Saint Louis, Brian Schellman, num comunicado difundido na rede social Twitter, citado pela Lusa. O porta-voz informou que o outro indivíduo terá fugido.

Segundo a Reuters, cerca de 60 pessoas juntaram-se no local e pelo menos três foram detidas. As imagens de vídeo mostram fumo e disparos de tiros, embora não seja claro qual a sua origem. À BBC, a jornalista Laura Hettiger da cadeia de televisão local KMOV contou que a polícia utilizou granadas de atordoamento para dispersar a multidão.

 O departamento policial do Condado de Saint Louis "está a levar a cabo uma investigação" sobre o incidente, de acordo com o porta-voz da polícia, que acrescenta que a arma do jovem morto foi recuperada no local do incidente.

O porta-voz disse ainda que não podia divulgar a identidade do falecido, mas alguns meios locais identificaram-no como sendo Antonio Martin, de 18 anos.

Os EUA têm sido palco de fortes manifestações nas últimas semanas, a propósito da violência policial sobre a comunidade negra. No fim-de-semana passado, dois agentes da polícia foram mortos em Nova Iorque, numa aparente vingança pelos casos recentes, levando o presidente da câmara Bill de Blasio a pedir a suspensão dos protestos.