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PM sul-coreano demite-se após escândalo de corrupção

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Lee Wan-koo continua a negar ter recebido subornos

FOTO REUTERS/Park Chul-hong/Yonhap

Acusado de aceitar subornos de 25,8 milhões de euros, Lee Wan-koo apresentou hoje a sua demissão. Cabe ao Chefe de Estado aprovar ou não o pedido. Decisão deverá ser conhecida na próxima semana.

O primeiro-ministro sul-coreano, Lee Wan-koo, colocou esta terça-feira o seu lugar à disposição, na sequência de um escândalo de corrupção. O governante é acusado  de ter recebido subornos na ordem dos 27,7 milhões de dólares (25,8 milhões de euros) por parte de um empresário do sector da construção que serviram para financiar ilegalmente a sua campanha.

Em causa está uma carta em que Sung Wan-jong, que se terá suicidado ao início deste mês, revela que ofereceu subornos a oito pessoas, incluindo o chefe do Governo sul-coreano que se preparava para ser reeleito em 2013, e mais duas figuras próximas da Presidente.

Apesar de o governante negar ter recebido subornos, disse também acreditar que colocar o seu lugar à disposição era o melhor que podia fazer nesta altura, depois de ter prometido uma "guerra total" contra a corrupção. A destituição do primeiro-ministro já era há muito pedida pela Nova Aliança Política para a Democracia (NAPD), o maior partido da oposição na Coreia do Sul. 

A Chefe de Estado sul coreana, Park Geun-hye, já solicitou uma "investigação minuciosa" para apurar as responsabilidades neste caso de corrupção. Entretanto, deverá anunciar na semana que vem a decisão sobre o pedido de demissão do primeiro-ministro, uma vez que se encontra numa visita oficial ao Peru até ao próximo dia 27 de abril.

"Considero lamentável o pedido de demissão, mas também respeito a agonia sentida pelo primeiro-ministro", declarou Park Geun-hye, no Peru, citada pela BBC.

Este já é considerado um dos maiores escândalos de corrupção política da Coreia da Sul e constitui mais um teste para a Presidente Park Geun-hye, cujos índices de popularidade não param de descer desde o naufrágio do ferry Sewol, que causou mais de 300 mortos há um ano.