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Pilotos não fazem testes psicológicos específicos após a conclusão dos treinos

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Carsten Spohr, CEO da Lufthansa (à direita), explicou os procedimentos da empresa

FOTO REUTERS

CEO da Lufthansa, dona da Germanwings, reagiu às novas informações sobre as causas da queda do avião nos Alpes - o copiloto é acusado de ter provocado intencionalmente o despenhamento. "Estamos sem palavras por saber que o copiloto provocou a queda do avião. O seu desempenho de voo estava perfeito - não havia nada de preocupante", refere a empresa.

O CEO da Lufthansa, Carsten Spohr, afirmou esta quinta-feira que, após a conclusão dos treinos de pilotos e copilotos, não existe um controlo psicológico específico, além de "check-ups regulares e testes médicos" anuais. No entanto, Carsten Spohr defende-se dizendo que a regulamentação de segurança prevê que, caso os pilotos observem "comportamentos estranhos" nos seus colegas de cabine,  reportem essa situação de modo a submetê-los a novos testes médicos e psicológicos.

O CEO da Lufthansa acrescenta ainda que o copiloto do avião que caiu nos Alpes, Andreas Lubitz, terá interrompido há seis anos a sua formação por vários meses, um procedimento que não é usual. Ainda assim, não confirma qual a razão por trás desta interrupção.

As declarações surgiram no mesmo dia em que o procurador-geral de Marselha garantiu que Andreas Lubitz destruiu o avião intencionalmente, impedindo o acesso do comandante (que se havia ausentado momentaneamente) ao cockpit. 

Apesar da tragédia, Carsten Spohr garantiu que não existem dúvidas que Andreas G. Lubitz - o copiloto do Airbus A320 da Germanwings que caiu nos Alpes franceses quando fazia a ligação entre Barcelona e Düsseldorf - se encontrava em perfeitas condições para voar, não questionando as suas competências ou capacidades.  

"Estamos sem palavras por saber que o copiloto provocou a queda do avião", afirmou esta quinta-feira aos jornalistas. "O seu desempenho de voo estava perfeito - não havia nada de preocupante", garantiu o CEO, revelando que o copiloto alemão estava "100% pronto para voar, sem quaisquer restrições".  

Questionado sobre se o resto da equipa da cabine poderia emitir um sinal de emergência, Carsten Spohr revela que não é permitido por lei, realçando que "um sinal de emergência terá que ser transmitido pelo copckpit". Acrescenta ainda que o treino que é dado aos pilotos da Lufthansa é o mesmo que é fornecido aos da Germanwings, pelo que a relação entre o acidente e o facto de ter sido numa companhia de baixo custo é mera coincidência.