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Internacional

Pena perpétua para os responsáveis do ataque a Malala

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Malala Yousafzai mostra a sua medalha, durante a cerimónia de entrega do Prémio Nobel da Paz, em outubro de 2014, na capital da Noruega de Oslo.

CORNELIUS POPPE/REUTERS

Talibãs paquistaneses, que há três anos quase puseram fim à vida da ativista Malala Yousafzai, foram condenados a prisão perpétua. O líder do ataque continua a monte.

Dez talibãs paquistaneses responsáveis pelo ataque à ativista Malala Yousafzai, em 2012, foram condenados, esta quinta-feira, a prisão perpétua pelo tribunal antiterrorismo do vale do Swat, no nordeste do Paquistão, declarou um alto responsável do tribunal antiterrorismo de Mingora à AFP, depois de ler a decisão do juiz Mohammad Amin Kundi.

De acordo com um outro responsável do tribunal, a prisão perpétua no direito paquistanês corresponde a um mínimo de 25 anos. Com medo de represálias dos talibãs, esta fonte da AFP pediu para manter o anonimato.

O atirador e líder do grupo não se encontra entre os condenados. As autoridades paquistanesas suspeitam que o homem esteja refugiado no leste do Afeganistão.

Malala, com apenas 15 anos, voltava da escola quando o autocarro em que seguia com os seus colegas foi atacado. A ativista levou um tiro na cabeça e dois outros estudantes ficaram feridos.

Os talibãs paquistaneses são contra a educação das mulheres e atacaram a adolescente na sequência das fortes campanhas da ativista pelo acesso à educação de mulheres e raparigas no vale do Swat.

Depois do ataque, Malala foi levada para um hospital britânico em Birmingham, cidade onde mora com a sua família desde então.

Com apenas 17 anos, Malala tornou-se a mais jovem detentora do Prémio Nobel da Paz, que recebeu em outubro de 2014.