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Para não ser assassinado, presidente de Câmara russo encena o próprio desaparecimento

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A explicação oficial soa tão misteriosa como todo o resto do caso que envolve Pavel Plotnikov, autarca de uma localidade da Rússia central.

Luís M. Faria

Jornalista

Alguém disse que a verdade na Rússia é como as populares matrioshkas: dentro de uma há sempre outra. Em Ioshkar-Ola, na Rússia central, o presidente da Câmara desapareceu na semana passada. E logo houve rumores e teorias sobre quem o poderia ter morto.



Pavel Plotnikov é um personagem polémico, de quem muita gente não gosta, por variadas razões. No entanto, felizmente, estava vivo. Foi ele próprio - ou melhor, a polícia, em seu benefício - quem encenou o desaparecimento.



Tendo tomado conhecimento de que um grupo de bandidos planeava matá-lo e à sua família no passado fim de semana (por razões de negócio? Ele diz que o problema eram as suas "posições de princípio"), o Ministério do Interior resolveu escondê-lo até serem apanhados todos os membros da conspiração.



Segundo diz Plotnikov, encontram-se todos presos, desde os mandantes e os intermediários até aos executantes. A polícia parece confirmar. Isto admitindo que não existe outra verdade por trás da agora anunciada. O mais provável é haver.