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Internacional

Papa afasta comandante da Guarda Suíça

Francisco demitiu Daniel Anrig, comandante da Guarda Suíça e responsável pela segurança do Papa, por ser demasiado rígido e autoritário. As medidas de Anrig limitavam a exposição pública do Papa, algo que desagradava a Francisco, e assumia uma postura autoritária perante a Guarda oficial do Vaticano.

O responsável máximo da Igreja Católica gosta de promover o contacto direto com as populações que visita, bem ao estilo latino-americano, algo que ia contra as orientações da Guarda Suíça. Em Outubro, o Papa chegou a trocar um aperto de mão com um dos seus guardas, o que violou o protocolo de segurança do Vaticano.

Daniel Anrig foi escolhido por Bento XVI, antecessor de Francisco, para assumir o cargo de responsável máximo da Guarda Suíça em 2008 e, segundo o Osservatore Romano, o contrato desta chefia foi prolongado no ano passado por tempo indefinido.

O "The Guardian" avançou que tanto o Vaticano como a Guarda Suíça se recusaram a comentar esta medida do Papa Francisco. O afastamento de Daniel Anrig assume-se como mais uma medida de reforma do Vaticano tomada pelo pontífice, que desde a sua eleição em 2013 traçou como objetivo a aproximação da instituição à sociedade.

Daniel Anrig vai cessar funções a 31 de Janeiro de 2015, mas esta não é a primeira vez que o nome do mais alto responsável da Guarda Suíça corre na imprensa. Em 2008, Anrig esteve envolvido num caso de abuso de prisioneiros, onde imigrantes eram obrigados a despir-se e a serem fotografados em poses humilhantes. Apesar das provas confirmarem os abusos, um juiz fechou recentemente o caso, considerando que os oficiais não tinham atuado com malícia.