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Internacional

Palestina pede à ONU o fim da ocupação

Nesta quarta-feira, o Parlamento Europeu votou favoravelmente o reconhecimento do Estado palestiniano

PATRICK SEEGER/EPA

O projeto de resolução apresentado à ONU estabelece a retirada de Israel dos territórios ocupados, até 2017. Palestinianos pretendem alcançar uma paz "justa e duradoura".

Palestinianos apresentaram, nesta quarta-feira, 17 de dezembro, ao Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas, uma proposta de resolução que estabelece o prazo de um ano para concluir as negociações de paz com Israel. Este projeto declara a "urgência de se alcançar uma paz global justa e duradoura", com a retirada de Israel dos territórios palestinianos.

A proposta foi formalmente entregue aos 15 países membros do CS, onde, segundo o jornal "El País", se menciona a retirada completa e por etapas das forças de segurança israelitas, que não deverá ultrapassar o final do ano 2017, terminando assim a ocupação que começou em 1967.

O projeto prevê o estabelecimento de um acordo de paz, onde Jerusalém será a capital comum aos dois estados. Por outro lado, as exigências do documento dificilmente serão aceites pelos Estados Unidos, que ameaçam utilizar o seu direito de veto. Para evitar esta situação, França, Reino Unido e Alemanha trabalham em conjunto na elaboração de um projeto alternativo, que não estabeleça prazos de retirada, mas permita o processo de paz. A resolução será aprovada com nove votos a favor.

Proeza diplomática

Riyad Mansour, representante palestiniano na ONU, afirmou que a proposta está aberta a negociação. O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, tem realizado reuniões nos últimos dias com o ministro israelita Benjamin Netanyahu, representantes palestinianos e os seus homólogos de França, Reino Unido e Alemanha, procurando um consenso que satisfaça os palestinianos e seja aceitável para Washington e Israel. Este acordo exige uma proeza diplomática e demonstra a dificuldade das negociações.

Kerry considera obrigatório aliviar a tensão: "Todos temos uma sensação de urgência sobre esta questão, mas também temos de ter consciência de que é preciso ter cuidado com todos os movimentos neste momento tão delicado para a região", declarou o secretário de Estado dos EUA em Londres, segundo o jornal "El País".

Os palestinianos querem aproveitar o crescente apoio da Europa, que o Parlamento Europeu reforçou nesta quarta-feira, manifestando-se favorável ao reconhecimento de um Estado palestiniano, seguindo os passos dos parlamentos de França, Espanha e Portugal.

"Se não formos bem sucedidos, seguimos em frente. O nosso problema pode não desaparecer, mas entramos numa outra fase", declarou Mansour, que defende que a comunidade internacional não pode continuar a ignorar esta questão.