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Os guarda-chuvas amarelos voltaram a erguer-se

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Grupo de deputado abandona em protesto a Assembleia Legislativa de Hong Kong, depois de ouvirem a nova proposta da forma de eleição, apresentada pelo Governo da cidade-estado

ALEX HOFFORD/EPA

Hong Kong tenta aprovar novamente uma lei para a eleição do próximo governante da cidade-estado. Há reações díspares - quem está contra tornou a socorrer-se do símbolo dos protestos anteriores.

O Governo de Hong Kong apresentou esta quarta-feira a sua nova proposta de reformas para a eleição do próximo líder da cidade-estado. Um passo em direção ao sufrágio para alguns, mas uma "falsidade" para outros, que já ameaçaram convocar novos protestos com guarda-chuvas amarelos.

O esboço da nova lei permite a mais de cinco milhões de eleitores votarem nos candidatos das legislativas, marcadas para o verão de 2017. Para o Governo da cidade, esta lei estaria a caminhar em direção a um sufrágio universal prometido pela constituição de Hong Kong.

Contudo, os candidatos têm de ser aprovados por um painel de 1200 membros do Governo de Hong Kong, que é pró-Pequim. Para os políticos da oposição, trata-se de uma "falsa democracia".

Depois da apresentação da proposta na Assembleia Legislativa de Hong Kong, um grupo de deputados do movimento Occupy Central, vestidos com t-shirts pretas com cruzes amarelas, abandonou a sala num gesto de boicote ao Governo.

Apesar dos protestos, para muitos cidadãos de Hong Kong a proposta significa realmente um progresso. Centenas de manifestantes reuniram-se à porta da Assembleia Legislativa para apoiar o esboço da nova lei. À sua frente estavam manifestantes com os guarda-chuvas amarelos, num número muito inferior, mas com cartazes a exigir "um verdadeiro sufrágio universal".

Hong Kong passou da alçada dos ingleses para Pequim em 1997. Nos 18 anos sob governo de Pequim, os três meses de manifestações dos guarda-chuvas foram um dos seus maiores desafios.