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Operação "Fearless Guardian". EUA chegam à Ucrânia para treinar soldados a combater separatistas

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Voluntários ucranianos que se preparam para ir combater contra os separatistas pró-russos no conflito no leste do país

OLEG PETRASYUK/REUTERS

Cerca de três centenas de oficiais norte-americanos iniciam esta segunda-feira exercícios militares com as forças de Kiev, numa operação de treino intitulada "Fearless Guardian". Decorre longe da guerra, no oeste da Ucrânia.

Apesar das baixas temperaturas, a primavera ucraniana promete aquecer com o início dos exercícios militares conjuntos entre os Estados Unidos da América e os soldados de Kiev, em campos de treino na zona de Lviv. A operação, sob o nome "Fearless Guardian" (Guardião sem medo), começa já esta segunda-feira.

São cerca de 300 paraquedistas norte-americanos, da 173ª Brigada Aérea, que assumem o papel de professores para os 900 soldados da recém-formada Guarda Nacional Ucraniana.

O treino tem a duração prevista de seis meses, a decorrer no oeste da Ucrânia, com intensas aulas de combate que visam "aumentar o profissionalismo e a competência militar dos soldados de Kiev", explica o major norte-americano Jose Mendes, um dos oficiais da operação.

"Poderíamos ficar a falar de parceria o dia todo, mas é ao nível mais baixo, na interação entre os soldados, que os verdadeiros relacionamentos se constroem e que os treinos são realmente benéficos", conclui Christopher Valverde, primeiro sargento da Brigada norte-americana.

A operação "Fearless Guardian", aprovada pelo congresso dos EUA, surgiu no âmbito do Fundo de Segurança de Contingência Global daquele país. Além da Ucrânia, o programa conduz operações semelhantes em seis outros países, mas a operação iniciada hoje é a única em território europeu.

O cessar-fogo entre os separatistas pró-russos e os soldados de Kiev, assinado em Minsk (Bielorrússia) há mais de dois meses, tem sido cumprido, regra geral, mas todos os dias surgem acusações de violação de ambos os lados. Isto contribui para o desenrolar de um conflito que já tirou a vida a mais de seis mil pessoas.