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Internacional

ONU suspende ajuda alimentar a 1,7 milhões de sírios

Osman Orsal/Reuters

Um inverno rigoroso e de fome avizinha-se para os refugiados sírios, devido à ausência do programa de assistência alimentar das Nações Unidas, suspenso devido a falta de fundos.

As Nações Unidas anunciaram segunda-feira que a ausência de fundos obrigou à suspensão do programa através do qual se entregavam títulos de apoio alimentar a 1,7 milhões de refugiados sírios na Jordânia, Líbano, Turquia, Iraque e Egito.

"Há comunidades locais e, em alguns casos, autoridades locais, a dar assistência - mas o Programa Mundial Alimentar (PMA) é de longe o maior fornecedor de assistência alimentar e não há outras organizações que tenham dimensão e capacidade suficiente para assegurar as necessidades alimentares dos mais 1,7 milhões afetados por esta suspensão", afirmou Greg Barrow, porta-voz da organização, ao diário "The Guardian".

A ONU diz que muito dos doadores acabaram por não contribuir com as verbas com que se haviam comprometido, levando a uma situação de rutura. Só para dezembro seriam necessários 51 milhões de euros.

"Isto não poderia ter acontecido em pior altura", disse  António Guterres, alto comissário da ONU para os refugiados. "Sem os "vouchers" do Programa Mundial Alimentar, muitas famílias vão passar fome. Para os refugiados que já encontram a lutar pela sobrevivência perante um inverno rigoroso, as consequências da paragem da assistência serão devastadoras".

O impacto será especialmente grave no Líbano, onde os 1,1 milhões de refugiados sírios, representam um quarto da população do país.

A guerra civil síria dura há cerca de três anos e meio, fez 200 mil mortos e levou três milhões de pessoas a refugiarem-se noutros países, às quais se somam 6,5 milhões de deslocados internos na Síria.