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Internacional

Ofensiva saudita no Iémen. 13 mortos. Irão condena e EUA apoia

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Sana, capital do Iémen. Decorrem as operações de busca entre os escombros resultantes dos ataques da aviação saudita

Yahya Arhab/EPA

Pelo menos 13 civis morreram devido aos ataques aéreos da Arábia Saudita no Iémen, contra os rebeldes houthis, na capital Sana.

A Arábia Saudita lançou uma operação militar no Iémen, que envolve "mais de dez países", para defender o Presidente iemenita contestado por rebeldes chiitas houthis, anunciou o embaixador de Riade em Washington. Os ataques da Força Aérea iemenita já mataram 13 civis na capital Sana.

"A operação visa defender o governo legítimo do Iémen e impedir o movimento radical houthi (apoiado pelo Irão) de assumir o controlo do país", afirmou Adel al-Jubeir, durante uma conferência de imprensa. 

Argumentou ainda que a situação existente é a de "uma milícia que controla ou pode controlar mísseis balísticos, armas pesadas e uma força aérea", insistindo que o avanço dos houthis não poderia ser tolerado.

As operações limitam-se, de momento, a ataques aéreos a vários alvos, mas outras forças militares estão mobilizadas e a coligação "vai fazer o que for preciso", acrescentou.

O embaixador não identificou os países que participam na operação, mas indicou que tinha "consultado estreitamente muitos dos (seus) aliados, designadamente os EUA", declarando-se "muito satisfeito com o resultado dessas discussões".

Na quarta-feira, a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Bernadette Meehan, informou que "o Presidente Obama autorizou a disponibilização de apoio logístico e de informação às operações militares"

O Irão já veio condenar a intervenção militar lsaudita salientando que é "um passo perigoso, que viola as responsabilidades internacionais e a soberania nacional". A ação militar vai "complicar a situação, prolongar a crise e impedir que se acabe pacificamente com as divergências internas no Iémen", declarou o porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Marzieh Afkham, em comunicado.