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Obama recebeu na Casa Branca "o homem do dinheiro" da Grécia

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Dimitris Panagos/EPA

Ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis, esteve reunido com o Presidente norte-americano, durante uma visita a Washington onde se encontrou com responsáveis do FMI.

O curto encontro entre Barack Obama e Yanis Varoufakis, na Casa Branca, decorreu ao fim da tarde desta quinta-feira, num registo de alguma informalidade, com o Presidente norte-americano, que teve dificuldade em pronunciar o nome do ministro grego das Finanças, a brincar que se encontrava reunido com "o homem do dinheiro" da Grécia.

Falando aos jornalistas após a reunião, Varoufakis disse que ambos falaram durante cinco minutos e que Obama comparou os atuais problemas da Grécia com os tempos de crise de austeridade com que foi confrontado no seu país, uma situação com alguns paralelismos e contudomuito diferente.

As conversações com responsáveis do Fundo Monetário Internacional (FMI), que o ministro grego levou a cabo em Washington, desencadearam protestos em alguns pontos Atenas na quinta-feira à noite, que deram lugar a confrontos com as forças de segurança. 

Varoufakis diz que há uma conspiração para obrigar a Grécia a ajoelhar-se 

Varoufakis, que se encontra a participar na reunião da primavera do FMI e do Banco Mundial, reconhece que o seu país está desesperadamente a necessitar de financiamento, acusando os credores europeus de quererem forçar a Grécia a ajoelhar-se através de uma "asfixia de liquidez".

"Brincar com o Grexit, ou amputando a Grécia, é profundamente antieuropeu. Qualquer pessoa que sabe o que acontecerá se a Grécia for empurrada para fora do euro está iludida", afirmou, considerando existir uma conspiração de forças que pretender aniquilar o governo do país.

A diretora do FMI, Christine Lagarde, disse por seu turno estar preocupada com a "situação de liquidez" na Grécia, mas deixou claro que não haverá tolerância relativamente aos cerca de 1000 milhões de euros que o país tem de pagar até ao principio de maio.

Entretanto, a Grécia está a negociar com a Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI um conjunto de reformas que o país deve aplicar para receber os 7,2 mil milhões da segunda 'tranche' do programa de resgate financeiro.