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Obama. Foi "erro" Sony cancelar filme, mas Coreia do Norte terá "resposta proporcionada"

"Não podemos viver numa sociedade em que são os ditadores que decidem o que deve ser censurado", disse Obama

KEVIN LAMARQUE/REUTERS

Depois de a Sony Pictures cancelar a estreia e a exibição de "Uma entrevista de Loucos", após os ataques informátcos atribuídos à Coreia do Norte, o Presidente norte-americano lamentou a decisão, mas prometeu que ameaças não ficarão sem resposta.

O Presidente norte-americano, Barack Obama, garantiu hoje que Washington "responderá de forma proporcionada" à Coreia do Norte, depois de o FBI ter apontado este país como responsável pelo ataque informático aos estúdios de cinema Sony Pictures.

As ameaças dos 'hackers' levaram a Sony a cancelar a estreia em Nova Iorque do filme "Uma Entrevista de Loucos" ("The Interview", no original), retirando a sua exibição de todas as salas de cinema previstas, uma decisão que Obama não hesitou em considerar "um erro".

"Penso que foi um erro. Nós não podemos viver numa sociedade em que são os ditadores que decidem o que deve ser censurado aqui nos Estados Unidos", disse o Presidente, numa conferência de imprensa onde foi fez um balanço sobre 2014.

"Uma Entrevista de Loucos", protagonizado pelos atores Seth Rogen e James Franco, conta a história de dois jornalistas que são recrutados pela CIA para assassinarem o líder da Coreia do Norte.

Algumas semanas depois de terem começado os ataques, um grupo de piratas informáticos ('hackers') que se designa como "Guardiões da Paz" (GOP, na sigla em inglês) aconselhou os potenciais espetadores do filme a lembrarem-se dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

"Vamos mostrar-vos que a qualquer momento e em todos os lugares onde 'Uma Entrevista de Loucos' seja reproduzido, incluindo na estreia, o destino pode ser amargo para aqueles que procuram diversão através do terror", lia-se numa das mensagens divulgadas pelo grupo de 'hackers'.

"Em breve o mundo vai ver o que o filme terrível da Sony provocou. O mundo vai encher-se de medo. Lembrem-se do 11 de setembro", acrescentou o grupo.

Na conferência de imprensa, Obama lamentou ainda que a Sony tivesse cancelado a exibição do filme "sem falar primeiro com a Casa Branca".